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USP vê ‘reinfecção’ pela Covid e adoecimento por mais de uma vez


Publicado em: 07/08/2020 9:22
Por: Redação Bahia Municípios com Agências Foto: Divulgação


Um estudo de casos do coronavírus conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) identificou que “a reinfecção e o adoecimento em mais de uma ocasião são eventos possíveis”.

Um caso de possível reinfecção é citado em reportagem do Estadão. Se trata de uma profissional de saúde de 24 anos que voltou a apresentar sintomas da Covid-19 passados mais de um mês desde que havia testado positivo em um exame RT-PCR, que identificou o Sars-Cov-2 no seu organismo em 13 de maio e, depois, em 27 de junho.

Os primeiros sintomas apresentados pela paciente, que é técnica de enfermagem, apareceram em 6 de maio, dois dias após ter entrado em contato com um colega de trabalho que testou positivo para Covid-19. Mesmo usando máscara cirúrgica, ela contraiu o coronavírus e sentiu dores de cabeça, mal estar, febre, fraqueza muscular, leve dor de garganta e congestão nasal, traz a reportagem do Estadão.

Após 10 dias a paciente não apresentou mais sintomas. No entanto, depois de cerca de 38 dias assintomática e trabalhando normalmente, em 27 de junho a mulher apresentou quadro de febre, dor de cabeça, dor muscular, mal-estar, dor de garganta, perda de olfato e de paladar.

De acordo com a reportagem, após cinco dias da volta dos sintomas, a paciente foi novamente diagnosticada com o coronavírus através de um novo exame RT-PCR, que coleta amostras da garganta (orofaringe) e do nariz (nasofaringe) com uma haste flexível.

No estudo divulgado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, consta a informação de que os sintomas agudos voltaram a desaparecer no 12º dia dessa “segunda infecção”, mas a dor de cabeça e a perda parcial do olfato persistiram até a data de divulgação da pesquisa. Ele também afirma que, mesmo 33 dias após a reincidência dos sintomas, a paciente ainda testa positivo para a Covid-19.

“O presente caso apresenta forte evidência não somente de reinfecção por SARS-CoV-2, como de recidiva clínica da Covid-19”, afirmam os pesquisadores no estudo.

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