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Moradores em pânico, relatam tremor de terra no Recôncavo e Baixo Sul baiano


Publicado em: 30/08/2020 15:39
Por: Redação Bahia Municípios Com Informe Baiano Foto: Divulgação


Moradores de cidades no Recôncavo e do Baixo Sul baiano relatam que acordaram assustados após um tremor de terra que aconteceu na manhã deste domingo, 30. O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) registrou um terremoto de magnitude 3.7, na escala Richter, na cidade de São Miguel das Matas, e dois terremotos de magnitude 4.2 e 3.7, na escala Richter, na cidade de Amargosa, ambas no Centro Norte baiano.

Informações obtidas através de denúncias via Cidadão Repórter, o tremor teria ocorrido em cidades do Recôncavo, como Vale do Jiquiriça, Muritiba e Santo Antônio de Jesus, e municípios do Baixo Sul baiano, como Gandu, Valença, Piraí do Norte e Presidente Tancredo Neves.

“Estou em Jiquiriça e, assim, geralmente, quando tem estes tremores de terra só as coisas mexem, como vidro. Desta vez a gente  tremeu junto”, relatou Nayre Rocha, moradora do Vale do Jiquiriça, no Recôncavo.

De acordo com o mestre em geologia Henrique Assumpção, os abalos sísmicos que aconteceram em diferentes regiões da Bahia estão relacionados diretamente aos aumentos das cidades em regiões que antes eram ocupadas apenas pela natureza.

“As cidades estão crescendo e a identificação de tremores vai aumentando. As pessoas estão ocupando espaços que os tremores já acontecia. A propria população também pode dar essa consequencia dos tremores”, pontua o geólogo.

Henrique explica que isso acontece, principalmente, pela utilização dos poços artesianos, que retira água da terra e, consequentemente, deixam um espaço vazio.

“Esse tremor é devido a acomodação de terra, ou seja, quando a terra colapsa no subterrâneo. No recôncavo temos rochas, chamadas de rochas sedimentares, que são arenosas. Esse tipo de situação se tem rios subterrâneos, chamados de aquíferos, que são utilizados para abastecimento de água com os poços artesianos. Devido esse rebaixamento do nível de água do aquífero, vai criando este vazio nas regiões. Vai chegar o momento que todas as extensões nesta terra vão colapsar de forma rápida e gerar este abalo sísmico”, constata o geólogo.

Moradora do povoado de Fátima, em São Miguel das Matas, Rayane Barboza relatou que estava dormindo e acordou assustada quando começaram os tremores de terra. As outras seis pessoas que estavam na casa junto com ela também acordaram.

“Durou menos de um minuto. Primeiro vibrou mais leve, depois ficou forte e voltou a vibrar mais leve de novo. Primeiro eu pensei que tava sonhando, depois fiquei muito assustada”, disse Rayane.

Ainda conforme Rayane, meia hora depois do primeiro tremor eles chegaram a ouvir um estrondo. “Não sentimos, foi auditivo mesmo”.

O tremor também foi sentido na cidade de Valença, no Sul da Bahia. Segundo o morador da região Magno Jouber, o tremor aconteceu na cidade por volta das 8h e durou cerca de 10 segundos. “Estava sentado no sofá e de repente o gesso que tem no teto balançou e ouvi um barulho muito forte. Cheguei a pensar que era um caminhão passando na rua, mas depois fiquei sabendo do tremor”.

Henrique alega que não é preciso que os moradores fiquem preocupados com os tremores que os tremores podem parar ou diminuir de magnitude.

“O que está acontecendo agora é que a terra está se acomodando. Para chegar no nível 4.2 na escala Richter é porque está perto de se acomodar completamente. Fora que estes abalos raramente chegam ao ponto de extrapolar e chegar ao nível 5”, finaliza o geólogo.

“Abalou várias casas, tremeu tudo. Causou alguns prejuízos também”, disse Peixinho.

Também há relatos de moradores das cidades de Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, São Felipe, Amargosa, Brejões, Conceição do Almeida, Sapeaçu, Valença e Varzedo.

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