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Taurino Araújo “por um caminho juncado de flores”


Publicado em: 05/06/2018 18:59
Por: Eric Leonardo Farias Ribeiro Moraes - Bacharel em Direito, especializando em Ciências Criminais eric.leonardo@hotmail.com


*Eric Leonardo Farias Ribeiro Moraes – Bacharel em Direito, especializando em Ciências Criminais.
No dia 17 de dezembro de 1993 quando Taurino Araújo, CBJM colava grau em direito, coincidentemente eu completava um ano de idade. Naquela data, a conclamação dele para que fosse concretizada Universidade comprometida com filosofia, ciências e artes. A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) que ele ajudou a estadualizar, o que a tornou pública, gratuita e de qualidade.

Transcorridos quase 25 anos daquela data, a permanente atualidade e relevância de Taurino Araújo é demonstrada sobeja e eloquentemente pelos numerosos estudos a seu respeito que, retratando agradecimento e louvor, o levaram a obter uma série de condecorações importantes, entre elas, a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira (CBJM), honraria mais alta do Estado e a revolucionar o pensamento ocidental, conforme Nelson Cerqueira.

Jurista Taurino Araújo
É uma honra inaudita para mim, para a Bahia, o Brasil e o mundo ser contemporâneo de Taurino Araújo, CBJM. Nascido em Jequié e proveniente da pequena Ubatã, ele foi o orador da turma denominada Accioly da Cruz Moreira tendo como paraninfo o jurista Pedro Lino de Carvalho Júnior e a exortação para que muitos galos tecessem manhã… Por isso, torná-lo mais acessível — e quem sabe objeto de novas análises — é um dever de humanismo e verdadeiro sentimento de brasilidade que jamais deveremos renunciar.

No imperdível Por um caminho juncado de flores (1993) encontramos os primórdios de sua monumental Hermenêutica da desigualdade: uma introdução às ciências jurídicas e também sociais, quando aponta para a necessidade de sempre corrigir rumos, e assim conhecer a realidade e transformá-la, se o papel do jurista é superar o preenchimento maquinal dos claros de papel de modo a legar para a posteridade mais que um mero amontoado de escritos e assim tornar o futuro mais próximo dos nobres ideais, encurtando distâncias, “pois o direito serve à vida, é regramento da vida: é criado por ela e de certo modo a cria” conforme gosta de repetir, invocando o magistério de Pontes de Miranda.

Publicado originalmente em a tarde, 30 de maio de 2018 / fotos: wikimedia commons

*Bacharel em Direito, especializando em Ciências Criminais eric.leonardo@hotmail.com

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