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Suíca pontua omissão de dívidas de empresas na aprovação da reforma da Previdência


Publicado em: 08/08/2019 16:16
Por: Vitor Fernandes Ascom do Vereador Luiz Carlos Suíca | Foto: Divulgação


O vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) questionou a omissão das dívidas dos Bancos Itaú e Original, JB&F Investimentos e JBS, Eldorado Celulose e Havan na votação do texto da reforma da Previdência na Câmara Federal. Preocupado com a situação dos trabalhadores terceirizados, categoria que representa na Bahia, o edil petista disse, nesta quinta-feira (8), que essas empresas “são as grandes devedoras que sangram o sistema de seguridade do país por anos” e que a “situação não foi tratada pelo Congresso”.

“As dívidas que somam R$1 trilhão foram omitidas no texto da reforma e não vejo o porquê de isso não ser divulgado amplamente. É uma questão de ética. Como é que pode a JBS, envolvida em tantos escândalos, deixar de contribuir com mais de R$ 84 bilhões por conta de isenção do governo Bolsonaro?”, questiona Suíca. “Era para essas empresas ajudarem na retomada de empregos do Brasil e não serem isentadas de suas obrigações”, completa. De acordo o petista, o governo federal liberou mais de R$3 bilhões em emendas para deputados que votassem sim na reforma.

“É tão importante retirar direitos do povo trabalhador para beneficiar bancos e empresas sonegadoras e caloteiras que o governo Bolsonaro não hesitou em gastar mundos e fundos para aprovar a reforma a todo custo. E é esse tipo de política que está sendo aplicada por Bolsonaro e seus aliados no país. Sempre condicionando a aprovação de algo em virtude de pagamentos que são por lei garantidos. Na Bahia, o presidente só arrocha a corda e quer que o governador pare de trabalhar. A perseguição a quem trabalha é por todos os níveis”, finaliza.

Direção do SindilimpBA diz que Suíca votou a favor do povo de Salvador e contra aumento de tarifa

Após aprovação da isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para empresas de ônibus de transporte coletivo, pela Câmara de Vereadores de Salvador, a repercussão chegou ao SindilimpBA, sindicato que representa trabalhadores terceirizados de asseio e conservação e limpeza urbana. Nesta quinta-feira (8), a coordenadora-geral da entidade Ana Angélica Rabelo defendeu a posição do edil Luiz Carlos Suíca (PT) e frisou que a decisão considerou o consenso e pedido dos trabalhadores ao sindicato. “Suíca presta conta ao sindicato e a direção era contra o aumento na tarifa de ônibus. Na assembleia que debatemos sobre isso, a questão foi passada para o vereador. A orientação foi de votar a favor do povo e que não votasse no aumento de transporte porque a nossa categoria é muito pobre”, informa Ana.

Suíca rebateu críticas que surgiram após o processo e confirmou o voto a favor da medida que, para ele, também beneficia a população da capital baiana. O vereador aponta que o projeto aprovado na última quarta-feira (7) teve emendas e que seguiu a mesma linha de atuação. “Teve a questão da gratuidade para pessoas com 60 anos ou mais, e a gratuidade para estudantes. Essas emendas foram rejeitadas pelo relator, mas votei a favor e contra a relatoria. Mas não posso votar contra a cidade. Sou cobrado nas ruas todos os dias. E a maioria perguntava se eu votaria a favor do aumento da tarifa”, descreve Suíca. “E votei com a orientação da minha categoria. Hélio [Ferreira, PCdoB], que também votou a favor, e ainda vereador Moisés [Rocha, PT]. Hélio votou por orientação do sindicato [rodoviários] que representa”.

O vereador petista salienta que a região do Curuzu, em Salvador, vai receber um investimento de R$10 milhões para requalificação. E que essa obra foi possível por atuação, em 2016, quando votou pelo empréstimo de R$250 milhões para a prefeitura. “A contrapartida era que o bairro que tivesse com dificuldades, em vulnerabilidade, virasse um corredor cultural, e foi o Curuzu. Não votamos para beneficiar prefeito, votamos para beneficiar a população mais pobre”, destaca Suíca. A dirigente do SindilimpBa ainda lembra outras votações do edil. Ela aponta para os R$67 milhões (projeto Novo Mané Dendê) que opositores foram contra, “mas que Suíca seguiu a orientação do sindicato e votou a favor para beneficiar a cidade”. “Votou a favor da isenção de impostos para o metrô, da Arena Fonte Nova e sempre segue a direção sindical”.

 

 

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