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Suíca critica Bolsonaro por tomar decisões antidemocráticas nos Institutos Federais


Publicado em: 02/10/2019 20:00
Por: Vitor Fernandes Ascom do Vereador Luiz Carlos Suíca | Foto: Divulgação


O vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), elevou o tom das críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) por causa das medidas antidemocráticas e dos cortes de recursos que o Ministério da Educação (MEC) fez em todo o Brasil. Citando o exemplo dos reitores dos Institutos Federais, que foram eleitos democraticamente, mas o presidente da República decidiu empossar quem não se elegeu, Suíca diz que educação no país está em declínio mais uma vez. “Isso é um absurdo, a diretora do Ifba de Valença Luzia Mota ganhou as eleições de forma democrática aqui na Bahia com 34% e Bolsonaro quer manter o atual reitor que teve apenas 15% dos votos. Não tem como um país avançar desse jeito. Até hoje o reitor não entregou o cargo. Ele vai para Brasília pedir intervenção do governo para que continue sendo interventor.  Sem falar que essas unidades de ensino foram levadas pelo PT para o interior para qualificar mão de obra, e agora estão querendo acabar com o projeto cortando recursos”, diz Suíca.

Segundo o edil petista, essas situações na Bahia têm levado estudantes a realizarem diversas manifestações por meio da Campanha Nacional ‘Tire sua Tesoura do meu IF’s’. Eles também participam de agendas que, em conjunto com a União Estadual dos Estudantes (Uees), somam forças para cobrar a imediata nomeação de Luzia Mota como reitora. Além disso, os estudantes denunciam o que chamaram de “golpe” e pedem a saída imediata de Renato Anunciação, mantido por Bolsonaro. “Eles vão fazer nesta quarta e quinta grande mobilização e paralização nacional, respectivamente, para denunciar todos os ataques do governo à educação e contra os cortes. Os estudantes estão até proibidos de realizarem reuniões”, informa. Em Salvador, o ato acontece na Praça do Campo Grande. Suíca diz que a educação no governo Bolsonaro “está ferida no seu ponto crucial que é direito dos estudantes ou da comunidade educacional fazer a escolha do seu reitor ou fazer a escolha dos seus dirigentes”.

Após reuniões em Salvador, nos dias 28 e 29 de setembro, os estudantes decidiram ocupar a reitoria do Ifba de Valença e pediram o apoio dos vereadores da capital para que ajudem no processo. Eles querem que o reitor saia e entregue o cargo para quem foi eleito. “E vamos ajudar sim. Essa denúncia precisa ser tratada com maior rigor. O reitor do Ifba está querendo ser interventor. Ele foi o último colocado e Luzia, que ganhou as eleições, não pode assumir porque ele não quer entregar o cargo. Precisamos ajudar os estudantes. No governo Lula foi investido R$1,8 bilhão nos institutos e nas universidades, e esse governo está tirando todos os recursos que têm. Aqui na Universidade Federal da Bahia mais de 800 trabalhadores terceirizados seriam demitidos por conta dos cortes e esses trabalhadores terão seus direitos prorrogados até janeiro pela luta dos vigilantes, pela luta do SindilimpBA e Assufba.”, completa.

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