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Salvador começa a imaginar um verão sem festas populares devido a pandemia


Publicado em: 21/07/2020 11:52
Por: Redação Bahia Municípios Foto: Divulgação


Na segunda (20), o prefeito ACM Neto voltou a falar sobre a possível transferência da folia momesca de 2021, que se inicia em 10 de fevereiro, para outra data, afirmando que mantém diálogos com outras cidades e com representantes do setor (Veja aqui). Durante inauguração de uma unidade de saúde no Arraial do Retiro, o gestor municipal mencionou que a festa poderia acontecer em julho do ano que vem.

Sem Carnaval, as datas de festas e lavagens que o precedem também seriam canceladas. “A gente não precisa comentar festa a festa. Se não tiver Carnaval, claro que não vai ter (Lavagem do) Bonfim, (festas de) Iemanjá, Santa Bárbara. É óbvio, uma coisa mais do que natural. Ainda não tomamos a decisão oficial do cancelamento, mas o dever de transparência que tenho com a cidade, tenho que deixar claro que o caminho é esse, a tendência é essa”, diz Neto.

O calendário de festas de Salvador é uma das atividades mais importantes para a cidade e o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, não nega que os eventos estão sendo prejudicados pela pandemia. O setor de turismo e eventos teme o cancelamento dos festejos, especialmente após às duras perdas que vem somando desde o início da pandemia. As festas populares de Salvador seriam a última esperança para as agências de viagem soteropolitanas, aponta a presidente da seccional baiana da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav-BA),  ngela Carvalho.

“De março para cá, as agências não estão faturando. Estamos há 4 meses sem vendas. Tínhamos a expectativa de que tudo voltasse em julho, mas isso não ocorreu. Agora, a grande esperança é o movimento do Verão, com o Réveillon, o Carnaval e todo o calendário de dezembro”, informa Carvalho, que ressalta ainda que o faturamentos das agências de viagem cresce cerca de 20% no período das festas, em anos normais.

Os hotéis de Salvador também têm forte dependência do calendário de festas do verão. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Regional Bahia (ABIH-BA), Luciano Lopes, apenas o Carnaval representa entre 12% e 13% do faturamento anual do setor hoteleiro da capital.

“As festas populares como Santa Bárbara e Iemanjá trazem um número de turistas muito grande. Nesse ano, que o 2 de fevereiro caiu no final de semana, a ocupação dos hotéis ficou em torno de 95%. A perda dessa festa causa um grande impacto, pois vamos deixar de ter essa taxa de ocupação. Entretanto, sei que, sem a vacina, é difícil manter a festa pois ela atrai uma grande aglomeração”, destaca Lopes.

Patrocinadora do Carnaval e das festas populares de 2020, a cervejaria Ambev aponta para a incerteza que paira quanto à realização dos festejos no ano que vem. A empresa, entretanto, garante o comprometimento com a comemoração. “O cenário ainda é incerto. Estamos em contato com todos os responsáveis que fazem o Carnaval acontecer para dialogarmos e entendemos juntos o melhor caminho. Sabemos que o Carnaval faz parte da cultura brasileira e, no momento, nosso papel é colaborar para que todo este ecossistema, que faz a grande festa acontecer, encontre uma alternativa segura para sua realização”, afirma Felipe Bratfisch, gerente de nacional de Marketing de Experiência e Patrocínios da Cervejaria Ambev.(Correio)

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