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Peças da Casa Tupinambá já estão disponíveis em plataforma online  


Publicado em: 21/07/2020 11:28
Por: Redação Bahia Municípios / Comunicativa Associados Foto: Divulgação


Peças de moda feitas artesanalmente por meio da palha por artesãs de Vila Sauípe já podem ser compradas online. Esta é mais uma iniciativa fruto das parcerias firmadas para a Casa Tupinambá – projeto desenvolvido pela OR para apoiar a economia criativa na região de Sauípe, onde também ficam seus empreendimentos no litoral norte baiano, que são o Reserva Sauípe e o Quintas Private.  

Por meio do marketplace criado pela empresária de feiras de moda Vera Pontes, peças costuradas pelas artesãs da Associação Mãos Nativas podem ser encomendadas através de um click de qualquer lugar do Brasil. Os acessórios estão disponíveis por meio do link https://feirasexpomadeonline.com.br/maos-nativas-tupinamba/.  

A iniciativa foi possível por meio da intervenção da arquiteta Celeste Leão, que é uma das madrinhas do projeto e atua, principalmente, na área de curadoria das coleções dos produtos a serem comercializados na Casa. 

Neste momento de isolamento, as artesãs continuam trabalhando e desenvolvendo uma nova coleção sob a orientação das madrinhas. “Toda a troca de informação vem sendo feito de forma online, como a definição de cores, tramas e dimensões”, destacou Celeste Leão. 

As etapas desse desenvolvimento vêm ganhando mais espaço online, por meio da consultora em estratégia de marca e sustentabilidade, Isabela Marotto, que, também como madrinha, vem usando suas redes sociais para divulgar as etapas de construção da nova coleção. 

Em sua rede, Isabela já divulgou as etapas de colheita, cozimento e secagem e, mais recentemente, da inspiração das artesãs. “Em coleções de moda tradicional, temos um estilista que cria e divide com os artesãos que desenvolvem a peça. No projeto, as artesãs são responsáveis pelos dois processos, o que lhe dá uma característica especial”, explica Isabela.

Cultura ancestral  

A Casa Tupinambá tem o objetivo de resgatar a cultura do trançado de palha e influenciar positivamente a comunidade do entorno da região. Para isso, a OR está promovendo a construção de uma edificação calcada na consciência ambiental, que funcionará como uma sede, para que as cerca de 30 artesãs possam executar o seu trabalho e comercializá-lo no mesmo espaço. Além disso, também será oferecida uma formação para as mulheres que integram a associação. 

Conforme explica uma das consultoras do projeto, Luciana Galeão, a iniciativa já trouxe mudanças para o modo de produção das artesãs, resgatando uma forma ancestral de criação dos utensílios, com técnicas mais antigas, inclusive com o tingimento do material, que agora usa plantas e raízes naturais da região, substituindo o tingimento artificial.  

“É um modo de preservar a cultura deste lugar, e também o modo tradicional de produzir os acessórios, retomando um legado dos povos indígenas. Um resgate necessário, pois há pouca renovação de gerações neste trabalho”, avaliou a consultora.

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