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Papa Francisco: “rezem por mim, porque sou alvo de “tentações” 


Publicado em: 30/09/2019 10:43
Por: Agência Ansa | Foto: Papa Francisco/Getty Images


Declaração foi dada durante encontro com jesuítas na África.

Durante sua última visita à África, o papa Francisco destacou a importância da intercessão e fez um apelo para que os fiéis rezem por suas intenções, porque é “assediado” e alvo de “tentações”. 

 “É importante que as pessoas rezem pelo Papa e por suas intenções. O Papa é tentado, ele é muito assediado. Somente a oração do seu povo pode libertá-lo”, disse o Pontífice durante encontro privado com 24 jesuítas de Moçambique e Madagascar.

O diálogo de Francisco foi revelado em reportagem especial do padre Antonio Spadaro, na revista jesuíta La Civiltà Cattolica, na quinta-feira (26), sob o título “A soberania do povo de Deus”.

“Quando Pedro foi preso, a Igreja orou incessantemente por ele.Se a Igreja ora pelo Papa, isso é uma graça. Eu realmente sinto continuamente a necessidade de pedir oração”, acrescentou o líder argentino. Francisco ressaltou que é preciso “ensinar às pessoas a oração de intercessão, que é uma oração de coragem”. “Pense na intercessão de Moisés por seu povo. Temos que ajudar as pessoas a exercer com mais frequência. E nós mesmos devemos fazer mais”, disse.

Na ocasião, Jorge Bergoglio também reconheceu a dificuldade de reconstruir uma sociedade dividida, e sugeriu repassar a responsabilidade às pessoas empenhadas em diversos setores que podem ajudar “na tarefa de unir e reconciliar”.

Além disso, ele falou da necessidade, sobretudo diante dos jovens, de “ensinar a ter a paciência do discernimento para chegar ao essencial”. Por fim, ao ser questionado sobre seitas protestantes que utilizam o Evangelho e promessas de riqueza e prosperidade para fazer proselitismo, Francisco insistiu que “proselitismo não é cristão”.

“O que procuro dizer é que a evangelização liberta! O proselitismo, ao contrário, faz perder a liberdade. Na evangelização, o protagonista é Deus, no proselitismo é o eu”, acrescentou.

O Santo Padre alertou que “a evangelização é essencialmente testemunho” e é preciso “evangelizar” porque “infelizmente, porém, não só nas seitas, mas também no interno da Igreja Católica há grupos fundamentalistas utilizando o proselitismo mais que a evangelização”.

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