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Na pandemia, China exporta em máscara o que Brasil vende em soja e carne


Publicado em: 18/10/2020 9:13
Por: Redação Bahia Municípios com Agências Imagem: Xinhua/Liu Xiao


Coronavírus: Linha de produção de máscaras protetoras em fábrica do distrito de Huyi de Xi’an, na provincia de Shaanxi, na China.

Criativas, protetoras ou descartáveis, as máscaras se transformaram num dos símbolos de uma pandemia que não perde força. Mas, para um país, elas também se consolidaram como uma fonte de renda bilionária: a China.

Dados da Organização Mundial do Comércio revelam que as vendas ao exterior de máscaras produzidas na China atingiram mais de US$ 40 bilhões desde o início da pandemia.

Sozinha, a China dominou 57% do mercado global, avaliado em US$ 71 bilhões nos seis primeiros meses do ano. A presença chinesa também é forte nos equipamentos de proteção, incluindo luvas e óculos. Esse mercado chegou a atingir US$ 98 bilhões entre janeiro e julho de 2020. Quase metade desse segmento é dominada por vendas chinesas.

No que se refere às máscaras, o mercado praticamente dobrou em menos de um ano, com um salto de 89% e um cenário inicial de falta de produto e forte inflação. Resultado: o valor exportado pelos fabricantes chineses nos primeiros seis meses do ano é equivalente a tudo o que o Brasil exportou em alguns de seus principais produtos do agronegócio.

Diplomacia da máscara Mas as máscaras também serviram de instrumento de diplomacia para os chineses. Depois de acusações de ter escondido os primeiros casos do coronavírus e de ter sido colocada sob forte pressão internacional, a China multiplicou gestos para apoiar diferentes países pelo mundo.Naquele momento, um milhão de máscaras também foram enviadas para Daegu, cidade afetada na Coreia do Sul.

Entidades também foram incentivadas a mostrar generosidade. Uma câmara de comércio chinesa, por exemplo, destinou 2,5 mil óculos de proteção para os médicos da cidade de Turim.

Mas a primeira grande ação na Europa foi estabelecida pelos chineses na Itália e na Espanha, os dois países mais afetados do continente europeu na primeira onda da doença. Em março, Pequim destinou 1,8 milhões de máscaras para os europeus, além de 30 toneladas de suprimentos médicos e uma equipe de especialistas. Instantes depois da aterrissagem do material, o chefe da diplomacia italiana, Luigi Di Maio, agradeceu o gesto. “Hoje à noite a Itália não está sozinha”, disse.

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