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“José Ronaldo não se coloca como candidato”


Publicado em: 11/08/2018 13:00
Por: Por Osvaldo Lyra e Rodrigo Daniel Silva


Lúcio negou que o MDB seja responsável pela decisão do prefeito ACM Neto de não disputar eleição.

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) admitiu, em entrevista exclusiva à Tribuna, que o candidato à reeleição Rui Costa (PT) é hoje favorito para vencer as eleições deste ano. Disse, ainda, que o postulante do DEM, José Ronaldo, “não consegue se colocar como o candidato das oposições”. “Hoje o governador Rui Costa é amplo favorito até por causa dessa desarrumação que houve nas oposições. O próprio candidato do Democratas não consegue se colocar como o candidato das oposições e, com essas derrapadas todas na questão do Senado, e depois na questões da coligações, terminou deixando de se alavancar na partida. Teve também a questão da desistência da ACM Neto [de disputar o Palácio de Ondina]”, afirmou.

O emedebista voltou a negar que o MDB seja responsável pela decisão do prefeito de Salvador de não competir pelo governo da Bahia. Afirmou que sua agremiação tem conseguido superar o “desgaste” que, na visão dele, é de “todos os partidos”. “O MDB acatou o que povo sinalizava e estamos procurando corrigir os rumos”, frisou. Ele ressaltou, também, que a legenda não pode ser associada aos escândalos que envolvem o seu irmão, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (MDB). “Geddel é Geddel. MDB é MDB. Lúcio é Lucio. Cada uma que pague pelos seus equívocos que venham amanhã ser demonstrados que foram cometidos”, disse, ao atribuir a situação da oposição à “ausência” de Geddel no campo político.

Segundo ele, apesar da crise, o partido elegerá de dois a três deputados federais e dois estaduais. O deputado federal defendeu a decisão do PT de registrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar do risco de ser barrada pela Justiça Eleitoral. O petista foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro e está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

“O PT está correto. O ex-presidente está jogando para sua base eleitoral, para a esquerda. E segurando assim o seu eleitorado. Ele é a argamassa necessária para segurar. Creio que ele não terá sucesso no registro da candidatura, mas com isso ele tem mantido a sua base unida. O PT estará no segundo turno na eleição presidencial. Não tenho dúvida disto”, pontuou.

Lúcio afirmou que o candidato do MDB, Henrique Meirelles, pode ser a “surpresa” na corrida presidencial, mas ele apostou que o segundo turno vai dar PT com ou o tucano Geraldo Alckmin ou com Jair Bolsonaro (PSL). “Eu não votaria em Bolsonaro. Acho que o perfil que o Brasil precisa é de Henrique Meirelles ou de Geraldo Alckmin”, disse, ao ressaltar que se Bolsonaro pode se conseguir governo, caso eleito.

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