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Jovem baiana premiada pela ONU – quer mais mulheres na ciência


Publicado em: 10/12/2019 18:40
Por: Redação TRIP | Foto: Divulgação


Aos 22 anos, Anna Luísa Beserra é a primeira brasileira a vencer prêmio da ONU para o meio ambiente – dispositivo purifica a água usando luz do sol.

Em 2013, a então estudante do ensino médio Anna Luisa Beserra viu um cartaz sobre uma premiação científica na escola onde estudava, em Salvador (BA), e decidiu participar. Era a 23ª edição do Prêmio Jovem Cientista, lembra Anna, hoje com 22 anos.

Aos 15, ela bolou um plano para resolver o problema da falta de água potável para a população da região rural do semiárido da Bahia. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 2 bilhões de pessoas sofrem com doenças por não ter acesso à água potável no mundo, sendo 10 milhões só no semiárido brasileiro.

No curso de Biotecnologia, da Universiddae Federal da Bahia (UFBA), ela teve acesso a aulas de empreendedorismo. Também conheceu colegas de outras disciplinas que se juntaram ao projeto, solucionando os problemas levantados. As garrafas PET foram substituídas por um recipiente com capacidade para 10 litros. Além disso um timer foi desenvolvido para avisar quando a água está pronta para o consumo.

No ano passado, a biotecnóloga e os colegas Marcela Sepreny, Letícia Nunes e Lucas Ayres participaram do programa AWC, do Instituto TIM, que tem a proposta de transformar TCCs em startups de base tecnológica. Foi aí que ela fundou a Safe Drink Water For All, empresa que “usa tecnologias hídricas para mudar vidas”, e começou a implantar o piloto do Aqualuz em algumas casas. A fase inicial do projeto levou o equipamento para 56 famílias em 5 estados: Bahia, Alagoas, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Fã de Marie Curie, cientista e física polonesa premiada duas vezes com o Prêmio Nobel, Anna também tem uma missão pessoal de inspirar mais mulheres a fazerem carreira na ciência. No mês passado, ela recebeu o prêmio Mude o Mundo Como Uma Garota, organizado pela iniciativa Força Meninas, e palestrou para uma platéia de garotas e adolescentes em São Paulo. “Quando conto um pouco da minha história, a minha mensagem é para inspirar, para aumentar o número de mulheres cientistas no Brasil e no mundo, se for o caso. As mulheres são observadoras e tem o raciocínio mais rápido, então acho que levamos vantagem na ciência”, opina.

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