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Inimigo comum reúne torcida Ba-Vi


Publicado em: 07/06/2020 11:18
Por: Miriam Hermes e redação A TARDE


A união de torcidas uniformizadas do Palmeiras e do Corinthians para enfrentamento de grupos defensores de misoginia, racismo e ações voltadas para um golpe de Estado, na Avenida Paulista, em São Paulo capital, repercutiu a ponto de colocar em alerta torcedores de Vitória e Bahia.

Uma até pouco tempo atrás inimaginável aliança entre fanáticos torcedores das uniformizadas Ba-Vi já tem hora e local para acontecer, embora as lideranças prefiram ainda guardar em sigilo as possíveis ações. Receiam os líderes das principais torcidas Bamor e Imbatíveis que estes mesmos grupos cuja intenção é causar distúrbios para justificar intervenções possa ter seu plano facilitado se tiverem acesso aos detalhes.

A única torcida uniformizada que já veio a público prometer sua adesão a um plano pacifista visando recuperar o espetáculo da torcida nos estádios é a Povão Tricolor, uma das mais longevas, fundada em 1976.

– Nosso posicionamento, agora, se conseguirmos vencer a pandemia, é vibrar em paz, com nossos instrumentos de percussão. Luta, só contra o inimigo comum, não mais os rubro-negros, que, de certa forma, estão do nosso mesmo lado – disse o vice-presidente da Povão, Sérgio Pontes.

O torcedor Pontes tem se empenhado em produzir máscaras, incluindo as de pano oferecidas nas cores vermelha e preta, como forma de mostrar sua boa vontade com os coirmãos, considerados novos aliados.

Já as torcidas nomeadas ‘antifascistas’ ensaiam os gritos de “Dê-mocracia!”, neste período de falta de futebol, mas preferem posicionar-se contra a violência proporcionada por grupos estranhos aos estádios: mantêm-se em estado de alerta para o caso de enfrentamento nas ruas, embora queiram evitar por avaliarem tratar-se de armadilha para provocação de desordens e arruaças.

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