30 de outubro de 2020 às 01:20
Escolha seu idioma:

CURTA NOSSA PÁGINA DO FACEBOOK E RECEBA NOVIDADES

Homens também podem precisar de reposição hormonal


Publicado em: 17/09/2020 17:33
Por: Carol Aquino - Comunicativa Associados Fotos: Divulgação


Homens também podem precisar de reposição hormonal A diminuição da quantidade de testosterona, hormônio sexual masculino, provoca alterações no humor, no sono, problemas cardíacos e disfunção erétil .

Reposição hormonal. Se você pensa que esse assunto diz respeito única e exclusivamente ao sexo feminino, está muito enganado. Embora seja bem falado em relação às mulheres, para eles também pode ser necessário equilibrar a quantidade de hormônios em déficit no organismo. Principalmente, quando se fala em testosterona, o hormônio sexual masculino.  

Quem faz o alerta é o médico especializado em medicina integrativa e em reposição hormonal Jorge Valente. “Muitos homens desconhecem que com o passar dos anos há uma queda na quantidade de testosterona produzida e só procuram ajuda médica quando há algum problema relacionado à vida sexual”, conta.  

A perda da libido ou problemas de disfunção erétil, por exemplo, são os motivos que mais levam os homens ao consultório nesses casos. No entanto, o médico alerta que quando tais indícios se apresentam os níveis de testosterona no organismo já estão bem baixos. Outros sinais relacionados à essa queda podem ser observados mais precocemente.

Entre eles, se destacam alterações no humor, no sono, desânimo, apatia, aumento da circunferência abdominal, ganho de peso e até o desenvolvimento de alguns problemas cardíacos. Isso porque a baixa na testosterona provoca resistência à insulina, o que favorece doenças cardiovasculares, hipertensão e o aparecimento de diabetes. 

Por trás dos sinais – Está vendo quanta coisa pode acontecer quando a quantidade de testosterona diminui, mas o que provoca isso? “A baixa na testosterona ocorre geralmente em torno dos 50 anos, quando a sua produção pelos testículos já não é mais a mesma”, explica o especialista e pontua também que essa diminuição pode ocorrer sem estar relacionada ao processo de envelhecimento. 

O médico informa que, em homens mais novos, ocorre quando há varicocele (dilatação anormal das veias dos testículos) ou diante de uma reposição inadequada do hormônio, como nos casos em que a testosterona é usada para fins estéticos/de aumento de massa muscular. Mas e como saber se a sua testosterona está na quantidade certa?

O especialista conta que os valores de referência considerados são entre 200 a 900 nanogramas (ng) por decilitro de sangue (dl), sendo acima de 700 o ideal. No entanto, isso deve ser avaliado caso a caso porque, entre outros fatores, devem ser observadas tanto a quantidade de testosterona total quanto a livre, que é aquela realmente disponível para uso pelo organismo no dia a dia. 

Precisa repor, e agora? – Estando os níveis de testosterona muito abaixo dos considerados normais, é indicada a reposição hormonal, que pode ser feita de diferentes formas. A farmacêutica e sócia-fundadora da Singular Pharma, Edza Brasil, explica que o hormônio pode ser reposto no organismo com testosterona sintética ou bioidêntica 

A primeira é em forma de comprimidos ou injetável e a segunda, em forma de cremes, géis ou implantes. A bioidêntica geralmente provoca menos efeitos colaterais e costuma ser mais indicada pelos especialistas. “Isso porque se trata de um composto formulado com estrutura molecular similar àquela produzida pelas glândulas sexuais”, destaca.  Em ambos os casos, as doses a serem repostas vão depender de cada indivíduo.

 
Além da reposição hormonal para equilibrar a quantidade de testosterona, os especialistas também chamam atenção para a importância de hábitos de vida saudáveis. “Consumir muitos processados e alimentos pobres em nutrientes como vitamina D, zinco, selênio e aminoácidos podem afetar a produção de testosterona, logo é essencial manter uma dieta balanceada”, diz Jorge.  

O sedentarismo também não combina com testosterona, por isso se mexer e suar a camisa com frequência devem fazer parte da rotina. “A falta de atividade física impacta nos níveis desse hormônio no corpo porque a prática de exercícios estimula a sua produção”, completa Edza

Comentários