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Greve da PM: Targino diz que Rui deveria se comportar como o papa


Publicado em: 11/10/2019 19:42
Por: Tasso Franco , da redação | Foto: BJÁ


Deputado líder da oposição comenta que o governador precisa incorporar o espírito de humildade da irmã Dulce. “Rui precisa ter isenção e equilíbrio”.

Em encontro com jornalistas da área política que cobrem a Assembleia Legislativa, nesta sexta-feira, 11, durante almoço, o líder da oposição deputado estadual Targino Machado (DEM), afirmou que o governador do estado, Rui Costa (PT) precisa ter “equilíbrio e isenção” para tratar a greve parcial da PM e dos Bombeiros comandada pela ASPRA e reconhecer a existência da associação dos policiais e do seu lider. “Deveria se comportar como o papa Francisco, o qual se antecipou numa conversa com jornalistas e disse que não se furtaria a falar sobre o tema homossexuais, exatamente porque existe”.
Para Targino, no momento em que o governador trata um deputado como “lider de traficantes e de terrorismo ofende não somente a Prisco, mas a todos aqueles que votaram nele. É preciso que o governador se livre desse rancor, dessa raiva, que tenha juízo, que tem que ser grande, como a representação do seu cargo e lembre da irmã Dulce, precisa aprender a história de humildade da santa Dulce dos pobres”, frisou.
Sobre a reunião convocada pelo presidente em exercício da Assembleia, Alex Lima (PSB) realizada ontem, no salão nobre da ALBA, com o deputado soldado Prisco (PSC), a secretaria estadual de Relações Institucionais, Cibele Carvalho, e vários deputados estaduais comentou que aconteceu de “forma atabalhoada”. Disse que foi convidado por Alex faltando 40 minutos para o encontro, “ele foi até elegante comigo, mas, estava no interior e não pude comparecer sendo representado pelo vice-lider Tiago Correia (PSDB).
 Segundo o democrata, o encontro acabou se tornando num “circo e levaram Prisco para ser o palhaço”.
Targino disse que aconselhou o deputado oposicionista que fosse ao encontro, mas, assim como Prisco, acreditou que haveria a abertura de um diálogo, de uma mesa de negociação, e não foi. O problema, conforme o democrata, foi o fato de a reunião ocorrer para a entrega de uma pauta que já havia sido protocolada na Secretaria Estadual de Relações Institucionais (Serin) desde o dia 20 de agosto.
“Conversei com ele [Prisco], liguei e disse ‘se agarre a essa oportunidade que seus colegas tão lhe dando’. Desapegue de sentimento menor. Quem precisa de resolução é você. Vá desarmado, não vá só. Podem armar uma ‘cocó’ para desmoralizar. (…) Se eu ali estivesse, tinha me picado antes, e disse que aquilo não era uma reunião e levaram Prisco para ser buxa-de-canhão”.
Para Targino, Rui não precisa negociar diretamente com Prisco, mas abrir um canal de negociação para colocar fim à greve, mesmo o Estado não reconhecendo a greve. Ao falar sobre isso, Targino relembrou o episódio em Vitória da Conquista, onde o governador recusou fornecer segurança ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Este teria sido, em sua avaliação, o motivo para ele ainda não ter feito pedido de apoio ao governo federal.
Na opinião de Targino, as declarações de agentes do governo e do governador dizendo que não tem greve significa “transformar Prisco em Cristo”, pois, o movimento existe, a ASPRA existe, e é preciso contornar o erro e por fim a greve. Entende que o presidente Nelson Leal (da Assembleia) deveria interromper sua viagem ao Vaticano para mediar uma solução. “O tema não deveria ser politizado e já me ofereci para ajudar na mediação”, completou.

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