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Frente se reúne para preservação do parque de Abaeté


Publicado em: 12/02/2019 9:47
Por: TB Cleusa Duarte | Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia


Com o propósito de evitar sua degradação, uma reunião irá acontecer , amanhã, às 9 horas na sede da Unidunas.

Moradores, ambientalistas, comerciantes e órgãos governamentais estão preocupados com a situação de um dos mais belos cartões postais de Salvador , a lagoa do Abaeté. Localizada numa área de patrimônio ambiental com cerca de 225 hectares esta região, em Itapuã vem recebendo uma enorme demanda de construções habitacionais. Com o propósito de evitar sua degradação, uma reunião irá acontecer , amanhã, às 9 horas na sede da Unidunas.

A ideia da reunião é discutir alternativas e propostas para preservar o parque. Vão participar das discussões, representantes da Apa (área de preservação ambiental), da Associação de moradores, do Fórum popular de Itapuã, secretarias do Meio Ambiente municipal e estadual e de comerciantes locais.

Todos estão preocupados com a preservação da área e querem uma alternativa, para que, entre outros objetivos o local volte a fazer parte da rota turística da capital baiana. Até uma câmara foi criada para buscar apoio. A coordenadora técnica e bióloga, além de moradora do bairro de Itapuã, Carolina França Explica.

“Estamos discutindo o assunto e nos encontrando permanentemente para que a lagoa de Abaeté e esse espaço estejam protegidos e não sofram mais degradações. A análise técnica está em andamento e vamos ter um parecer final das informações coletadas. Aí partiremos, para ações mais concretas”

Carolina explica que estão ocorrendo reuniões e estudos permanentes com o Inema, UFBA, Sedur (secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado), Câmara técnica , Casa da Música, Embasa e com a secretaria de Infraestrutura hídrica e saneamento do Estado (SIHS).

Unidunas

Para o presidente do parque das Dunas, Jorge Santan esta reunião será de extrema importância. Educador ambiental e apaixonado, pelo meio ambiente ele está a frente de um projeto que educa e preserva 690 hectares, o maior parque de dunas do Brasil. Ano passado o local recebeu 63mil visitantes.

“Tudo com parceria de iniciativa privada e pública, mas nunca peço recurso, destaca. Faço trilhas, recebo escolas, realizo pós graduação, com alunos e mostro a importância da preservação e como fazer isso. Mostro as riquezas da fauna e flora. Esse projeto pode ser desenvolvido no Abaeté.”

Ainda, de acordo com Jorge Santana, o “importante é conscientizar a comunidade local da importância da preservação. Desse modo evita a degradação. Ás vezes as pessoas acabam degradando, porque não sabem como preservar.”

Entre Stela Maris e Flamengo seu projeto atua preservando 1.385 espécies de flora e 257 animais da fauna. Tudo o que é encontrado na região de preservação da Unidunas, também é encontrado nas áreas da restinga de Abaeté.

Entre a flora Jorge destaca orgulhoso “olhem esta orquídea chamada de cara de palhaço. É linda.Estas plantinhas ninguém sabe o valor” e retira o fruto para degustação “é o guajuru. Cura qualquer dor no estômago.”

Na fauna, relata a diversidade que também é encontrada no Abaeté. “Tenho abelhas sem ferrões para preservação. São típicas do Brasil. Não precisamos temer a ferrada.” Destaca ainda, as tartarugas, os peixes, incluindo os ornamentais. Os falcões, gaviões, e corujas buraqueiras. “Tanto a fauna como a flora são importantíssimas para o controle do equilíbrio ambiental.

Desequilíbrio ambiental

Para Jorge Santana a importância da preservação ambiental é essencial em Salvador. Ele garante que o nível de salinidade da cidade é altíssimo; Por isso cita três fatores importantes da preservação das Dunas.

1. As dunas diminuem o impacto da salinidades nas casas e evitam maiores problemas com carros, eletrodomésticos devido a retenção do sal pelas plantas.

2. As dunas retém calor e por isso evitam o aquecimento da cidade.

3. Como também exercem o poder de esponja evitam alagamentos na época de chuva.

Jorge ainda alerta, que por desconhecimento os moradores estão mudando a fauna local e peixes como tilápia podem ser encontrados na Lagoa do Abaeté.

Peixes

Realmente uma prática comum na lagoa do Abaeté é a pesca. O pescador Edvaldo santos, garante que pega seu sustento ali e mostra as tilápias pescadas. “Ainda podemos pescar”, relata, sem saber que o peixe está fora do seu habitat.

Rota Turística

A comerciante gaucha Sandra Datsch há 30 anos no local lamenta de a Lagoa ter saído da rota turística das agências. “Um lugar lindo desses. Eu não entendo, tem muita conversa também. Aqui é tranquilo, os moradores são ótimos e não vejo problemas, as não ser falta de chuva. Ela considera que o problema do Abaeté é a seca em salvador no verão.

Nelci Pereira, da associação de Moradores de Itapuã diz que está faltando boa vontade e agilidade de todos os órgãos “Só vejo conversa e reunião, mas resultado prático nenhum. Meu desejo é a revitalização do parque do Abaeté.”

Casa da Música

O presidente da Casa da música, servidor estadual da secretaria de Cultura, Amadeu Alves acredita que um projeto com o unidunas fará muito bem. “Muitas casas foram construídas ao redor do Abaeté e isso causou impacto.Na reunião de amanhã, vamos levar nossas propostas e ouvir as propostas dos outros envolvidos. O que temos aqui é

um tesouro, que precisa ser preservado. Unidunas com Abaeté são 1. 800 hectares de restinga, mata Atlântica. Imagina a fauna e flora.”

Amadeu destaca que “ nossa programação cultural continua. Temos cursos e shows. Mas realmente precisamos inserir Abaeté novamente no roteiro turístico

 

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