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Empresários de ônibus mantêm proibida entrada de baleiros nos coletivos de Salvador


Publicado em: 08/04/2019 19:00
Por: Agências de Notícias Foto: Tácio Moreira/Metropress


Em ofício encaminhado ao secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Fábio Mota, o Consórcio Integra afirmou nesta segunda-feira (08/04) que manterá a proibição da entrada de baleiros nos ônibus de Salvador. O grupo alega que diante da “falta de regulamentação” dos trabalhadores encontra-se em uma “situação insustentável”. Na semana passada, um motorista de ônibus foi ferido por um baleiro após um desentendimento em um coletivo no bairro da Caixa d’Água.

“Todos os ambulantes se acham no direito de entrar nos ônibus para vender os seus produtos — Adultos ou menores. Os motoristas, cobradores ficam impedidos de agir em função das ameaças de agressão física e vandalismo nos veículos”, afirmou o diretor presidente da associação, Jorge Augusto Evangelista de Souza.

A Íntegra diz ainda que os veículos não podem se transformar em “ambiente de comercialização” e cita o exemplo do Metrô, que não permite vendas nos veículos. “Os passageiros precisam de tranquilidade para seu deslocamento pela cidade e os rodoviários não podem passar por este constrangimento”, acrescentou.

Vereadora que proibição “criminaliza o trabalhador informal”

Líder do PT na Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues disse, nesta segunda-feira (8), que a decisão de proibir a entrada de baleiros nos ônibus de Salvador não vai resolver a questão da segurança nos ônibus, e sim intensificar a desigualdade social na capital baiana.

“Impõe mais dificuldade e restrição para o trabalhador informal, que vive um grave cenário de desemprego na capital”, afirmou.

Segundo ela, a relação que está sendo feita do número de assaltos com os baleiros não tem fundamento nem está nos registros das ocorrências. “Os casos de assalto são por diversas razões. A vulnerabilidade do sistema de transporte é um recorte da nossa realidade, impedir o trabalhador informa de trabalhar parece mais uma faxina étnica, excluir os baleiros dos ônibus e criminalizar um trabalhador”, disse.

A vereadora do PT destaca o respeito ao Sindicato dos Rodoviários, categoria que, segundo ela, vem sofrendo com o descaso da prefeitura e do empresariado em relação às condições de trabalho. “Os rodoviários vivem sob pressão constante de cumprimento de metas, dirigem mais do que a carga horária num trânsito caótico, sofrem ameaças cotidianamente, e passam por situações de risco. Eles são vítimas como todos. Precisamos encontrar uma saída para todos os trabalhadores”, ressaltou.

Para a vereadora, não existe nada que justifique a proibição dos baleiros. “Em que dado se tem como base para justificar a proibição de baleiros e concluir que eles são o problema da segurança pública? Não podemos, no afã de resolver um problema, tomar medidas que criminalizem pessoas, que entre passar fome ou vender, escolheram vender”, justifica.

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