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ELIAS SAMPAIO: “Bolsonaro é símbolo das intolerâncias escondidas”


Publicado em: 14/11/2018 20:09
Por: ELIAS SAMPAIO


O ex-secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio, avalia que três motivos levaram à vitória do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Para ele, um deles foi o antipetistmo e o outro antissistema, mas a principal razão para o sucesso do capitão reformado foram as “intolerâncias escondidas” do brasileiro. “Acho que a gente tem que parar com essa discussão de que as urnas deram um recado. As urnas não deram recado, mas sim tomaram uma decisão. Uma decisão, que a despeito de concordar ou não, foi democrática, dentro da regras do jogo político, e surpreendeu. Ninguém imaginava que Jair Bolsonaro seria o presidente da República. […] E nós temos que admitir que existe sim uma parcela do Brasil que é intolerante, racista, homofóbico, machista e xenófoba regional. […] Bolsonaro é um símbolo de onde todo mundo esconde todas as suas intolerâncias. As mulheres que votaram em Bolsonaro preferem votar em um misógino patriarcal, mas que esconde todas as intolerâncias delas. Existem mulheres que não gostam de gay, que são racistas”, afirmou, em entrevista à Rádio Câmara Salvador.

Elias Sampaio afirmou que Bolsonaro é um “neófito na gestão” e “vai demorar no mínimo seis a oito meses para ter uma noção da realidade”. Para ele, o desafio do presidente eleito é recuperar a economia. “Se Bolsonaro tiver a sorte de Paulo Guedes conseguir aproveitar as partes positivas da robustez da nossa economia e não aprofundar a parte negativa, aí o governo dele está salvo”, ressaltou. Paulo Guedes será ministro da Economia no governo de Bolsonaro, que inicia no dia 1º de janeiro do próximo ano.

O ex-secretário disse que tem dúvida sobre o desempenho do futuro integrante da equipe presidencial. “Não lembro de grandes questões discutidas, do ponto de vista do setor público, por Paulo Guedes. Para mim, era apenas um economista, mas ele pega esse cara para ser um superministro. Quero ele tenha sorte. Agora, sempre que a gente coloca um superministro, a gente tem problemas”, pontuou. Elias Sampaio lembrou que Paulo Guedes escolheu Joaquim Levy comandar o BNDES. Levy que foi ministro no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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