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Cibele se esquiva sobre ser candidata a prefeita neste ano


Publicado em: 04/01/2020 12:05
Por: Rodrigo Daniel Silva TB | Foto: Divulgação


Cibele Carvalho se esquivou, ontem, quando questionada se pretende ser candidata a prefeita de Rafael Jambeiro na eleição deste ano.

A secretária estadual de Relações Institucionais (Serin), Cibele Carvalho (PT), se esquivou, ontem, quando questionada se pretende ser candidata a prefeita de Rafael Jambeiro na eleição deste ano. “O meu foco atualmente é o desafio da pasta que comando, porque é a primeira vez que uma mulher assume uma pasta de articulação política na Bahia. E a classe feminina tem pouca expressão nas câmaras municipais. Deputadas federais só têm duas: Alice Portugal e Lídice. Só temos 54 prefeitas das 417 prefeituras. Temos de 10 a 12% de participação da mulher. Então, a gente não pode abrir mão. A gente tem que incentivar e mostrar que temos qualificação para ocupar cargos importantes”, declarou, em entrevista à Tribuna.

Candidata derrotada nas eleições de 2012 e 2016, Cibele atribuiu os fracassos ao “poder econômico” dos adversários. Por lei, a secretária pode permanecer no cargo até quatro meses antes da eleição – isto é junho – se for candidata a prefeita. Sobre as emendas dos deputados, a secretária afirmou que estão sendo pagas dentro do cronograma. Segundo ela, “não tem reclamação” da bancada de oposição sobre o tema. “Pode ligar para o líder da oposição, Targino Machado. Pode ligar para o DEM, Pedro Tavares, Sandro Régis. O que me chega de pleitos, dentro da possibilidade, eu tenho atendido. Desde que assumi, foram estabelecido vários diálogos. Fiz uma reunião. Nós estipulamos um cronograma e não tem uma pendência”, assegurou.

A secretária também falou sobre a reforma da Previdência que foi enviada pelo governador Rui Costa (PT) à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A expectativa é que o texto seja aprovado ainda no primeiro semestre deste ano. Cibele garantiu que a proposta está sendo discutida com as categorias.

“Está tendo a discussão. Tem uma portaria do governo federal que obriga os estados a se adequarem à reforma da Previdência. Doze estados já aprovaram. Se não fizer, fica inadimplente sem receber os repasses. O governo federal já está devendo (à Bahia). Imagine se não for feita essa reforma”, declarou, ao pontuar que as mudanças nas aposentadorias dos servidores serão “mais flexíveis” na reforma enviada por Rui ao Legislativo do que a encaminhada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Congresso Nacional. Cibele afirmou, ainda, que hoje haverá uma reunião com 12 sindicatos e associações para tratar do assunto. Entre os convidados, estão representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB). “Nada está sendo feito sem diálogo”, frisou.

Perguntada se já se reuniu com a bancada de oposição, a secretária afirmou que ainda não. “Mas faremos. A relação da oposição é muito salutar com o governo. Me reúno com eles. Eles inclusive vêm na Serin. O governo não tem partido. Tem um projeto”, pontuou.

Nos bastidores, o comentário é de que o governador Rui Costa e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), fizeram um acordo para que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara e na Assembleia sem críticas dos adversários. O democrata ainda não encaminhou o texto para o Legislativo. Nos corredores da política, os vereadores, que são candidatos à reeleição, já demonstraram preocupação em votar a medida que é vista como impopular durante um ano eleitoral. Entre outras medidas, a prefeitura pretende aumentar a alíquota previdenciárias dos servidores de 11% para 14%.

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