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Black Friday lota shoppings e comércio de rua em Salvador


Publicado em: 06/12/2019 20:24
Por: Yuri Abreu Tribuna da Bahia | Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia


Por volta das 6h, quando a entrada foi liberada, começou o corre-corre.

Corredores lotados, caixas e sacolas no chão, e correria para aproveitar os melhores descontos. Esse foi o clima da Black Friday em Salvador ontem, tanto no comércio de rua, quanto nos shoppings, que abriram cedo para receber os primeiros clientes e funcionaram em horário estendido. Por volta das 6h, quando a entrada foi liberada, começou o corre-corre.

O eletrotécnico Anderson Cruz foi um dos que aproveitou as promoções da data e, de uma vez só, comprou uma máquina de lavar e uma televisão. Ao todo, ele teve um desconto de R$ 500. Mas, para garantir o abatimento, ele adotou a estratégia de acompanhar os preços dos produtos desejados com antecedência.

“Para evitar surpresa, eu já vinha fazendo esse acompanhamento e vim mais cedo, pois sabia que o shopping estaria cheio”, afirmou. Por outro lado, o problema foi na hora de levar os produtos para casa. No carro dele, só coube a televisão. “Vou precisar de um carro maior para levar. Vou ver com a loja se dá para fazer essa entrega na minha casa”, completou.

Outro que também aguardava a chegada do transporte para ir pra casa era o segurança Reginaldo Azevedo. Ao lado da esposa, ele chegou ao Shopping da Bahia por volta das 6h40 e voltou pra casa com vários itens, desde televisão, processador e batedeira. E eles ainda tiveram pique para, em outro local, comprar uma cama box. “Eu achei que valeu a pena. Agora, é só aguardar meu filho que vem de carro chegar e levar os produtos pra casa”, disse ele, que é morador do bairro de Plataforma.

No Salvador Norte Shopping, região de São Cristóvão, a procura pelas ofertas também foi grande pelos consumidores. “Comprei um celular para minha esposa. Passei quatro meses pesquisando e o menor preço era R$829. Esperei chegar hoje para ver o preço. Algumas lojas não baixam tanto o preço, mas aqui baixou. Comprei o celular dela por R$689”, disse o motorista de microônibus, Paulo José Santos.

Já o casal Gustavo e Ivana Milanez tinham ido ao local apenas para comprar um telefone móvel para ela. Porém, acabaram levando mais do que isso.

“Viemos aqui para comprar um celular, porque minha esposa perdeu o dela ontem. Chegando aqui vimos essa TV de 55’, com preço bom: R$ 2.356. Acabamos levando o celular e a TV, falou ele, rindo.

As boas vendas no período também são celebradas pelos comerciantes. De acordo com Romeu Fraga, gerente regional de uma grande rede de varejo de móveis e eletrodomésticos, as vendas, na Black Friday, já são dez vezes maiores em relação a uma sexta-feira comum, assim como superam as vendas registradas no Natal.

“Essa já é a data que mais vende no ano e a qual estamos nos preparando desde julho”, contou. Entre os produtos mais procurados estiveram televisores, celulares, roupeiros e camas box. Para dar conta da demanda, ele ressaltou que houve um reforço de mil funcionários na equipe, além de realizar mutirões para realizar a entrega dos produtos adquiridos na Black Friday ainda neste final de semana.

FISCALIZAÇÃO

Para evitar surpresas aos clientes nesta data, órgãos de defesa do consumidor estiveram nos principais pontos de comércio de Salvador para fiscalizar a atuação das lojas. Entre as questões observadas estavam as chamadas propagandas enganosas ou os chamados “falsos descontos”, assim como mercadorias expostas sem o preço visível.

Um dos órgãos que realizou a fiscalização foi Diretoria de Defesa do Consumidor de Salvador (Codecon). Até o final da manhã de ontem, um balanço parcial apontava que foram emitidos quatro autos de infração a estabelecimentos e duas notificações por maquiagem de preços, publicidade enganosa e ausência de preço nos produtos.

Mas, há mais de um mês o Codecon já realizava ações neste sentido. Em outubro, fiscais foram a 31 lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, levantando o custo ao consumidor de dezenas de smartphones, geladeiras, fogões, micro-ondas e televisões. Caso não houvesse redução nos preços de itens ditos em promoção, o estabelecimento está sujeito a autuação e multa, que varia de R$ 650 a R$ 9,5 milhões.

Roberta Caires, diretora da Codecon, lembra que a diretoria estimula a boa relação entre fornecedores e consumidores. “Na Black Friday, é comum haver reclamação sobre maquiagem de preços, quando supostamente o vendedor forja uma promoção, elevando o valor do produto, para depois cobrar o preço normal de tabela, ao invés de reduzir de fato”, disse.

Outra entidade a estar presente nos estabelecimentos comerciais foi Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA). Nesta semana, o órgão intensificou as fiscalizações em grandes centros comerciais. Até então, mais de 110 estabelecimentos foram supervisionados e pelo menos oito deles já haviam sido autuados no período anterior a Black Friday.

Antes da operação, o órgão havia realizado coleta de preços nos estabelecimentos para fazer o comparativo e identificar as possíveis irregularidades. O objetivo dos trabalhos, assim como em todos os anos, é coibir práticas fraudulentas de “falsos descontos” na precificação dos produtos, bem como mercadorias expostas sem o preço visível ou ostensivo, dificultando ao consumidor o acesso às informações necessárias para a aquisição do produto.

O órgão alerta os consumidores para ficarem atentos a algumas questões como verificar o CNPJ (em local visível) e endereço físico da loja no site, caso a compra seja efetuada pela internet; exigir sempre o comprovante de compra, como cupom, nota fiscal e contrato; além de requisitar ao fornecedor que estipule a data e turno de entrega do produto a ser entregue.

Por outro lado, caso desconfiem das ofertas, os consumidores podem fazer denuncias através do aplicativo “Procon BA Mobile” (disponível nas plataformas iOS e Android), pelo e-mail [email protected] ou presencialmente no posto central do órgão, que fica no centro da capital baianav

 

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