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Bahia alcançará primeiro lugar em geração eólica em 2019


Publicado em: 07/01/2019 16:38
Por: AGENCIA DE NOTÍCIAS/ Foto: Divulgação


Os bons ventos que levaram desenvolvimento econômico e social, em especial, para a região do semiárido baiano nos últimos 10 anos, farão a Bahia alcançar o primeiro lugar em geração eólica em algumas semanas, ultrapassando o Rio Grande do Norte, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O Estado encerrou o ano de 2018 na contagem regressiva para a chegada ao primeiro lugar em geração eólica, posição que já ocupa no ranking de geração de energia solar fotovoltaica.

Com o melhor potencial solar do país, a Bahia investiu mais de R$ 13,06 bilhões em energias renováveis nos últimos quatro anos. A energia eólica foi responsável pelo investimento de R$ 9,93 bi com a implantação de 102 parques (2.634 MW) e a geração aproximada de 39,1 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Já a energia solar fotovoltaica investiu R$ 3,13 bi, para implantação de 24 parques (606,2 MW), que geraram aproximadamente 15,3 mil empregos.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico (SDE), Luiza Maia, as energias renováveis são um bom exemplo do constante esforço feito pelo Governo do Estado na interiorização dos investimentos, em especial nas regiões mais secas e carentes, como o semiárido. “A Bahia foi abençoada com ventos constantes e unidirecionais e um excelente nível de radiação solar. O que o governo tem feito é incentivar e desenvolver essas vocações naturais na busca de alternativas limpas para geração de emprego e renda”, afirma.

As perspectivas continuam positivas para o segmento que prevê a continuidade nos investimentos. A previsão para a energia solar fotovoltaica é de crescimento. Até 2021, mais 5 parques devem entrar em operação com um total de 124,6 MW e perspectiva de investimento de R$ 738,5 milhões.

De acordo com dados da SDE, quando os 96 parques estiverem implantados e forem somados aos atuais 135 em operação, serão mais de 5GW, a partir da fonte eólica, injetados na rede, capazes de suprir a necessidade de 16 milhões de residências/mês, considerando que a média de consumo de residências do Nordeste é de 120kWh/mês, segundo o Consumo Mensal de Energia Elétrica por Classe definido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

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