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Vice-presidente da Guiné é alvo da Justiça em cinco países


Publicado em: 17/09/2018 22:05
Por: informações são do jornal O Estado de S. Paulo. | Foto: Reprodução


ondenado na França a três anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Teodoro Obiang também tem inquéritos criminais abertos contra ele na Suíça, na África do Sul, na Espanha e nos EUA. Nos cinco países, a suspeita é a mesma: desvio de milhões da renda do petróleo para uso pessoal.

Na Guiné Equatorial, mais de dois terços dos cidadãos vivem com menos de US$ 1 por dia. 90% da população não tem acesso à internet e a expectativa de vida é de apenas 53 anos, o equivalente à Europa dois séculos atrás. Enquanto isso, o governo do país diz ser dono de coleções de carros de luxo e grandes quantias de dinheiro.

O vice-presidente do país tem atualmente mais de R$ 500 milhões confiscados em diferentes países. Na França, são ¤ 115 milhões congelados; nos Estados Unidos, uma mansão em Malibu avaliada em US$ 6,5 milhões foi retida pelas autoridades; na Suíça, contas secretas, um iate e uma coleção de mais de 25 carros de luxo. Na África do Sul, uma de suas casas de US$ 2 milhões também foi confiscada.

Obiang declarou à Justiça francesa que tinha uma renda de apenas ¤ 80 mil por ano. O que não explicou foi como pagou ¤ 25 milhões em 2004 para comprar um imóvel na luxuosa Avenue Foch, em Paris. No ano passado, ele foi condenado a três anos de prisão e a uma multa de ¤ 30 milhões.

Em 2016, a Justiça suíça confiscou uma coleção que incluía um Bugatti Veyron, quatro Ferraris, incluindo uma Enzo e outra modelo 599GTB, um Porsche 918 Spyder, uma Lamborghini Veneno, outro Maybach, um Koenigesegg, um Aston Martin e até uma McLaren P1.

O vice-presidente africano tentou embarcar os carros de luxo depois que o Ministério Público de Genebra iniciou um processo contra ele por suspeita de corrupção. Temendo o confisco, seu objetivo era embarcar a fortuna em um avião de carga alugado às pressas. Mas a polícia local foi mais rápida.

Na ocasião, os advogados de Obiang argumentaram que a coleção era “propriedade do Estado” e não poderia ser confiscada. Os carros seriam usados, segundo eles, como “veículos oficiais” e foram comprados “por ordem do Ministro do Interior”. A Justiça suíça não aceitou o argumento. As

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