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Taurino Araújo: método em movimento


Publicado em: 17/09/2018 19:00
Por: Redação | Foto: Arquivo Pessoal


Professora, Ana Maria Santos Dias.

Conhecido e estimado nos meios sociais e universitários, Taurino Araújo, CBJM é o Sócrates moderno em genial exercício de múltiplas posições perceptivas, racionais e ativas fazendo-nos analisar conceitos sob os ângulos também os mais diversificados, através de pares opostos, mas interdependentes. Para ele, v.g., o poder punitivo do estado deve ser mínimo em face da máxima garantia dos cidadãos, conforme postula Ferrajoli e, sobretudo, efetivo, para ser eficaz.

Por intermédio de seu método, o interlocutor aumenta a percepção sobre qualquer conceito em que esteja envolvido, provocando mudanças imediatas no modo de ver, ouvir e sentir numa endo e (exo)transdisciplinaridade, articuladora de aspectos que, envolvendo passado e presente, dentro e fora,  é reveladora de aspectos ao mesmo tempo antropológicos, psicológicos, sociológicos, filosóficos, e jurídicos, até porque a desigualdade  é o tema idêntico global por excelência e a hermenêutica da desigualdade de Taurino Araújo, uma introdução às Ciências Jurídicas e também Sociais.

Para Nelson Cerqueira, este método se encontra au-delà de Sócrates, Platão e Aristóteles e se destaca quando, na contramão paradigmática, Taurino justifica o seu comparativismo a partir da presunção (Van Erp) de que a desigualdade é o tema nuclear de todos os ordenamentos jurídicos, alçando-a conceito fundamental.  Portanto, tão logo pessoas, sistemas e blocos passem a invocar a técnica criada por Taurino Araújo para a efetiva concretização da Constituição em geral e de seus direitos em particular, ficará patente que as futuras discussões a respeito do pensamento dele se deslocarão do âmbito apenas descritivo para o prescritivo das decisões concretas. É dizer, o emprego do método criado Taurino exercerá, na prática, aquela função integradora, criativa, educativa, reformadora e, sobretudo, interpretativa da ordem jurídica defendida por Fabiano André de Souza Mendonça, com base Cláudio Souto para ser — em perspectiva inédita — o auge de um inédito Direito Comparado acessível para todos.

ANA MARIA SANTOS DIAS

Professora de Direito Penal
Mestre em Direito – UniFG
Doutoranda em Ciências Socias – UFBA

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