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Taurino Araújo: aproximações politécnicas


Publicado em: 16/05/2018 16:58
Por: Carlos Andrade Giron Foto: Arquivo Pessoal


Pessoas moram no edifício dos desejos e das habitações. Elas disputam lugar nos planos temporal, real e social em que pese duplicação processual de privilégios e de menosprezos, diz esse monumento que é a hermenêutica da desigualdade de Taurino Araújo, CBJM, uma introdução às ciências jurídicas e também sociais.

Em suas aproximações politécnicas, analogias como estas foram demonstradas naquelas remissões de Taurino à causalidade, dimensão, espaço, forma, movimento, tempo e transição (com base no Dicionário de ideias semelhantes, de Evérton Florenzano) para afirmar que a assimetria verticaliza sujeitos entre pobres e ricos, dirigidos e dirigentes, separando-os espacialmente tanto vertical quanto horizontalmente (assimetria e distanciamento-em-si).

Na síntese elaborada por Taurino, cada caso é um caso. Corrigir rumos ao executar projetos, pois em direito e em engenharia trabalha-se com algo que ainda não existe (ou foi sacramentado) para lhe atribuir forma, sentido e alcance, moradia, ágora ou realização de direito subjetivo a desdiferenciar entre semelhantes e assim concretizar o usufruto pleno de cidadania e lugar, aplicando a “régua” para resolver o conflito.

Através da hermenêutica da desigualdade, revisitei um percurso de 20 anos de engenheiro, trabalhando com pessoas de todos os níveis, formações e crenças. As coisas (reais e ideais) estão sempre interconectadas, mesmo sendo diferentes no espaço-tempo das diversas granulometrias: grandes, médias e pequenas como areia que têm de ser “saneadas” de preconceitos para ganhar vida e forma em cada sistema.

E eu que não sabia que o Direito fosse algo tão concreto! A partir de Gustav Theodor Fechner, citado por J. Teixeira Coelho Netto, Taurino Araújo pretende “retangularizar” o “quadrado” das decisões a elas opondo a complexidade e a diversidade do “concreto” — trata-se de alargar a aparente “ordem” e estática da “redundância” de vias e edifícios — sobretudo dinamizando a dignidade da pessoa humana, pois o processo é direito fundamental.

Carlos Andrade Giron
Engenheiro civil, acadêmico de direito, especializando em saneamento básico.
carlos_giron@globo.com

 

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