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Talvez seja hora de avançar


Publicado em: 24/09/2018 15:31
Por: Taurino araújo | Foto: Divulgação (Arquivo pessoal)


O Brasil é maior que qualquer invencionice. Revisitando o pragmatismo norte-americano, me defronto com a constatação de John Dewey: é importante encarar quais as implicações práticas de se adotar certa perspectiva que ficar perguntando de que forma as realmente coisas são. Em 2013 o Brasil registrou Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,744, figurando entre os países de desenvolvimento elevado, subindo da 80ª para a 79ª posição. Nas últimas três décadas, havíamos registrado crescimento de 36,4% passando de 0,545 (desenvolvimento baixo) em 1980 para o patamar de 2013.

Hoje, embora se mantenha na 79ª posição (0,759), o Brasil despenca 17 posições (23,9%) na classificação correspondente à desigualdade entre ricos e pobres obtendo a média de apenas 0,578 de IDH. A primeira colocação (IDH muito alto) permanece com a Noruega (0,953), seguida por Suíça (0,944) e Austrália (0,939).

Note-se que as mudanças nesses cálculos, a partir de 2010, refletiram maior expectativa de desempenho dos países envolvidos, entre eles o Brasil, ou seja, efetiva possibilidade promover inclusão social, repartição de riqueza, educação e expectativa de vida, antes elogiado pela ONU, em face do verificado aumento da capacidade de consumo da população mais pobre. Agora, entretanto, tudo indica que a pauta mais urgente da agenda internacional continue sendo a de implantar um modelo de desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da população global sem comprometer a capacidade de atender necessidades e expectativa de vida das futuras gerações.

Para John Dewey, somente pensamos quando somos confrontados por um problema. A esperança é que a remissão a dados pretéritos sinalizem a futura retomada de políticas mais otimistas em termos de educação, saúde e renda para esse país que se está guiando sob o enfoque do tudo ou nada, sem se dar conta das implicações práticas de adotar essa ou aquela perspectiva ser algo mais impactante que a mais pretensiosa e “realista” interpretação do real. Pra frente Brasil! A escolha é nossa! Chega de estagnação.

Taurino Araújo advogado criminalista, escritor, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais academico@taurinoaraujo.com

 

 

 

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