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“Segurança pública não é responsabilidade do cidadão”


Publicado em: 14/03/2019 9:56
Por: Por Fernanda Vivas/G1


Rodrigo Maia fez declaração ao comentar discursos que defendem que mortes em ataque a escola em Suzano (SP) poderiam ser evitadas caso professores portassem armas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem que a segurança pública é monopólio do estado e não responsabilidade do cidadão. Ele fez a declaração ao comentar discursos que defendem que mortes no ataque a tiros em escola de Suzano (SP) poderiam ser evitadas caso professores estivessem armados. Maia falava com jornalistas sobre a tragédia em Suzano e afirmou que esperava que “alguns não comecem a dizer que se os professores tivessem armados teria resolvido o problema.” O presidente da Câmara foi então informado que o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), havia dado declaração nesse sentido.

“Eu espero que as pessoas pensem um pouquinho nas vítimas dessa tragédia e que compreendam que o monopólio da segurança pública é do estado, não é responsabilidade do cidadão. Se o Estado não está dando segurança à sociedade, a responsabilidade é dos gestores públicos na área de segurança pública”, disse Maia a jornalistas, na sequência. “Agora, já não basta o debate sobre posse; agora, um pedido desse [porte de armas para professores] não é mais posse, é discussão sobre porte em área urbana. Eu acho que aí nós passamos por uma proposta de barbárie no nosso Brasil que não deve avançar”, completou.

Olímpio afirmou mais cedo ontem que se algum professor estivesse armado o tamanho da tragédia na escola de Suzano teria sido “minimizado”. “Se tivesse o cidadão com a arma regular dentro da escola, professor, servente, policial aposentado trabalhando lá, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia. Então vamos, sem hipocrisia, neste momento chorar os mortos sim. Vamos discutir a legislação, aonde estamos sendo omissos. Como policial me sinto derrotado, como parlamentar, mais derrotado ainda”, disse o líder durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Major Olímpio criticou o que chamou de “política desarmamentista” e afirmou que enquanto o porte for ilegal, apenas os “ilegais” terão armas.

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