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Secretaria da Educação realiza formação de professores para atendimento escolar hospitalar e domiciliar


Publicado em: 24/05/2018 13:11
Por: Ascom / Secretaria da Educação do Estado


A Secretaria da Educação do Estado está realizando a formação continuada em Classe Hospitalar/ Atendimento Domiciliar, com 40 educadores da Educação Inclusiva. A formação é voltada para que estes profissionais atuem no serviço de atendimento escolar aos estudantes gravemente enfermos que precisam estudar em casa ou na classe hospitalar. O segundo módulo do curso (serão três no total) está sendo realizado até esta sexta-feira (25), no Instituto dos Cegos da Bahia, em Salvador.

Nesta etapa, a formação envolve as disciplinas Surdez (formadores da Associação Educacional Sons no Silêncio – AESOS), Deficiência Visual (formadores do Instituto de Cegos da Bahia), Deficiência Intelectual (com a professora Sidenise Estrelado, do Centro de Educação Especial da Bahia – CEEBA), Autismo (com o professor de História da rede estadual e psicólogo, Sílvio Cabral). Além disso, o curso envolve uma oficina das crianças da AESOS. Professores de outras cidades, como Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus, também receberão a formação.

A psicopedagoga e especialista em Classe Hospitalar, da Secretaria da Educação do Estado, Veruska Poltronier, afirma que a formação tem o objetivo de abordar a classe hospitalar no seu aspecto legal e do ponto de vista epistemológico. “Com esta formação, o professor saberá como ministrar uma aula aos alunos com deficiências que estejam internados. Nossa intenção, portanto, é que os professores que atuam na área da Educação Inclusiva se sensibilizem com uma realidade que nos traz um número alto – cerca de seis mil – de jovens com patologias crônicas, como oncologia, nefrologia e cardiopatia, entre outras”, afirmou.

A professora articuladora do Núcleo Territorial de Educação (NTE) 26, Adriana Silva, fala de sua expectativa em relação à formação e atuação nas classes hospitalares. “Ter contato com a Educação Inclusiva e buscar uma especialização na área é uma necessidade cada vez mais urgente, já que os alunos com deficiência estão sendo integrados às turmas regulares. É uma clientela nova e nós, educadores, temos que saber lidar com as suas especificidades”, considera.

O professor formador, Alex Sandrelanio, coordenador da Associação Educacional Sons no Silêncio, destaca a importância do curso na área da surdez. “Para que os professores possam atuar em classes hospitalares e nas domiciliares, trabalhamos os seguintes eixos: a história da educação do surdo no Brasil e no mundo e a dimensão político-jurídica da educação do surdo; os modelos educacionais para os estudantes surdos; o plano individual de atendimento educacional especializado em surdez; e aquisição da língua e da Libras como base educacional entre ouvintes e surdos. Importante que esse atendimento específico seja dado como determina as leis relacionadas”, ressaltou explica.

Atualmente, são atendidos em domicílio cinco estudantes da rede estadual gravemente enfermos, para quem são garantidos escolaridade, atendimento educacional especializado e tratamento personalizado e humanizado, tanto para eles, como para seus familiares, em suas residências. O trabalho é realizado através do Sarahdo, lançado recetemete pela Secretaria da Educação do Estado. O objetivo do Sarahdo é que o atendimento seja realizado para além do domicílio, por isso a formação dos professores para a implantação da classe hospitalar.

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