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Rui libera R$ 36 milhões para investimento em UNEBES e greve continua


Publicado em: 09/04/2019 10:12
Por: Redação Bahia Municípios Foto: Fernando Vilas


Governador reunido com reitores dá uma espécie de cala-boca.

O governador Rui Costa determinou a liberação imediata de R$ 36 milhões para investimento nas quatro universidades estaduais baianas. O anúncio foi feito durante reunião nesta segunda-feira (8), em Salvador, com os reitores Evandro do Nascimento Silva (Uefs), Adélia Maria Pinheiro (Uesc), Luiz Otávio Magalhães (Uesb) e José Bites de Carvalho (Uneb).
No encontro, realizado na Governadoria, o governador também apresentou levantamento feito pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb) que mostra um aumento de 19,35%, nos últimos quatro anos, na folha de pagamento dos servidores dessas instituições. O Estado está no limite da capacidade financeira para remuneração de pessoal e não pode desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Na reunião com os reitores, Rui ainda anunciou que publicará decreto redistribuindo 68 vagas do quadro do magistério da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), gerando a possibilidade para a promoção de até 151 professores. As promoções vão gerar um impacto para os cofres públicos de R$ 2,7 milhões neste ano e R$ 3,6 milhões em 2020. Entre as 151 promoções, um total de 68 professores poderá ser promovido para o cargo de professor adjunto, outros 63 podem promovidos para o cargo de professor titular e 20 para ocupar o cargo de professor pleno.
Greve está mantida por tempo indeterminado

 A coordenadora do departamento jurídico da Seção Sindical dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (ADUNEB), Ana Margarete Gomes da Silva, explicou que o valor liberado pelo governador Rui Costa (PT), de R$ 36 milhões não atende a pauta de reivindicações do movimento e a greve vai continuar.

“Esse valor é irrisório em relação a nossa pauta de reivindicações. Nós queremos é que o governador Rui Costa sente para negociar com a classe de docentes e ouça nossas demandas. Até o momento ele só ouviu a organizações dos reitores e nós queremos negociar com o governo. Estamos desde de 2015 sem reajuste salarial, temos uma pauta de gratificações para ser analisadas dentre outras questões”, explicou a coordenadora.

Sobre a questão do ano letivo na instituição a Coordenadora afirmou que o semestre não será esquecido pelo corpo docente e não haverá prejuízo aos alunos. “ Uma greve é uma greve. Os alunos não serão prejudicados pois nós vamos enviar um cronograma de aulas de reposição de todo os momentos de paralisação que estivermos, então posso garantir que não haverá prejuízo aos alunos”, disse a coordenadora.

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