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PT começa a estruturar coordenação e financiamento de campanha de Lula


Publicado em: 15/05/2018 10:36
Por: ESTADÃO|Foto: ARQUIVO


O PT começou nesta semana a estrutrar plataformas da campanha presidencial que intensifiquem a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso em Curitiba pela Operação Lava Jato desde o dia 7 de abril. A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), convidou o ex-presidente da Petrobrás Sergio Gabrielli e o ex-ministro Ricardo Berzoini para compor a coordenação da campanha.

Ainda não há definição sobre quem será o coordenador principal. Historicamente, quem preside o partido coordena a campanha presidencial, mas petistas colocam em dúvida se Gleisi vai realmente assumir a função. Ainda nesta semana, o partido deve lançar uma plataforma online de arrecadação de doações para a campanha de Lula.

A “vaquinha” vai pedir dinheiro na internet para a disputa presidencial apresentando apenas o nome de Lula. Outros candidatos terão suas próprias plataformas de arrecadação, conforme um integrante da Executiva Nacional do partido. A direção da legenda já aprovou uma resolução destinando a maior parte dos recursos dos fundos eleitoral e partidário para a campanha do ex-presidente. Entre o final de maio e início de junho, o partido programa mais um ato de “lançamento” da pré-candidatura do petista.

A expectativa, desta vez, é apresentar uma síntese do programa de governo, que está sendo coordenado pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, com auxílio do economista Márcio Pochmann e do ex-deputado Renato Simões. A legenda pretende registrar a candidatura de Lula em agosto e manter o registro até decisão final da Justiça Eleitoral.

Em evento nesta segunda-feira, integrantes do partido reforçaram a estratégia. “Nosso candidato a presidente é o Lula e plano B é luta pra valer, não tem outra coisa”, discursou o coordenador nacional do Movimento Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues. Setores da legenda chegaram a cogitar a ideia de lançar um nome para ser vice de Lula e herdar os votos do ex-presidente após uma impugnação. A cúpula da legenda, no entanto, resiste à proposta entendendo que a estratégia seria admitir uma alternativa a Lula.

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