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Projeto utiliza hip hop para auxiliar jovens em vulnerabilidade social


Publicado em: 05/10/2018 17:47
Por: Comunicação Governo da Bahia/Foto: Camila Souza/GOVBA


As atividades são realizadas às terças e quartas, das 14h às 17h, no Colégio Central.

A cultura hip hop é a ferramenta utilizada pelo Projeto Oxerê para dialogar com jovens em situação de vulnerabilidade social. Meninos e meninas de 16 a 22 anos, encaminhados por outros projetos e instituições, expressam suas experiências de vida e praticam o que estão aprendendo em oficinas e rodas de diálogos.

As atividades são realizadas às terças e quartas, das 14h às 17h, desde o mês de agosto, no Colégio Central, em Salvador, com apoio das secretarias estaduais da Fazenda (Sefaz) e de Cultura (Secult), através do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI).

“A missão do CCPI é justamente essa: dialogar com a juventude e trabalhar com as culturas populares identitárias. A linguagem do hip hop dialoga com essa missão porque, desde a sua formação nos Estados Unidos, ela tem uma identidade de matriz africana, para a juventude e se articula com mais cinco linguagens”, explica o diretor do CCPI, Ronaldo Barros, sobre a escolha do projeto através do edital Setorial de Culturas Identitárias 2016.

 

As linguagens do hip hop incluem o grafite, a dança, através do break dance, e a música, através de DJ, beat box e rap. Na tarde desta quarta-feira (3), na oficina de grafite, os jovens desenvolveram criações a partir do tema violência. “O hip hop já é uma linguagem que nasce no gueto, em circunstâncias de pessoas em situação de vulnerabilidade e em situação de marginalidade. Por isso, a gente buscou uma linguagem que tivesse uma relação radical com esse contexto”, destaca o coordenador do projeto, Danilo Carvalho.

A estudante Estéfane Cruz, 18 anos, frequenta as aulas desde agosto. Entre as formas de expressão oferecidas pelo projeto, a jovem escolheu o grafite. “No começo, tive uma dúvida entre rap e grafite. Eu canto, mas queria aprender coisas novas. Então, escolhi o grafite”, conta.

Após o término do projeto, uma exposição com as obras produzidas pelos jovens será realizada no formato de audiência pública, no mês de novembro.

 

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