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Produção industrial baiana tem pior resultado do país em março


Publicado em: 10/05/2018 7:34
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A produção industrial baiana fechou o mês de março em queda de 4,5%superior aos demais 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado da produção estadual ficou ainda abaixo da média nacional, que foi de -0,1% no mês em comparação a fevereiro. De fevereiro para março, a indústria cresceu mais no Pará (+9,0%) e no Mato Grosso (+4,7%).

Quando a comparação é feita com base em março de 2017, a produção industrial baiana também apresentou o pior resultado do país (-5,3%), ficando bem abaixo da média nacional (+1,3%). Nessa comparação, a produção industrial cresceu em 7 das 15 regiões pesquisadas pelo IBGE, com destaque positivo para Amazonas (+24,3%).

Assim, no ano de 2018, a produção industrial baiana acumula crescimento de +0,9%, bem abaixo dos +4,5% registrados em fevereiro e do acumulado no país como um todo (+3,1%). Outras nove regiões também apresentaram variação positiva no acumulado no ano, com destaque para o Amazonas (+24,4%).

No acumulado nos 12 meses encerrados em março, a produção industrial baiana apresentou o segundo menor crescimento entre as regiões pesquisadas (+0,3%), ficando acima apenas de Minas Gerais (+0,1%) e bem abaixo da média nacional (+2,9%). Com este resultado, a indústria do estado volta a diminuir após registrar crescimento de +0,5% nos 12 meses encerrados em fevereiro, primeiro resultado positivo desde junho de 2014.

“Os resultados da indústria de transformação baiana são tímidos e pouco consistentes frente a indústria de transformação nacional. A Bahia não tem acompanhado a retomada da produção industrial brasileira em virtude dos resultados ruins no segmento de Refino de Petróleo e Biocombustíveis”, explica a Federação das Indústrias do Estado da Bahia – Fieb, por meio de nota.

O que caiu
Em março, a queda de 5,3% na produção industrial da Bahia, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi resultado do desempenho negativo em 8 das 12 atividades pesquisadas no estado.

Os principais impactos negativos vieram dos setores de Outros produtos químicos (-20,4%) e Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,3%). O setor de derivados de petróleo, de maior peso na estrutura da indústria baiana, aprofundou o recuo verificado em janeiro (-0,6%) e acumula queda de5,8% neste ano. O cenário é o mesmo para o setor de Outros produtos químicos, que vem aprofundando o recuo desde janeiro (-2,4%) e já acumula queda de 10,6% em 2018.

“A produção local tem sofrido os impactos da concorrência com os importadores de combustíveis e o cenário deste segmento tão relevante para a economia baiana ainda é incerto, sobretudo, em decorrência das mudanças estruturais, a ocorrer, na indústria nacional de refino”, explica ainda o comunicado da Fieb.

O que cresceu
Os resultados da produção industrial na Bahia só não foram piores por conta do desempenho positivo da fabricação de produtos alimentícios (+16,0%) e de veículos (+10,8%) em março.

A fabricação de veículos vem influenciando positivamente o desempenho da indústria baiana, com fortes crescimentos seguidos, desde julho de 2017 e acumula altas de 24,1% no ano de 2018 e 30,5% nos 12 meses encerrados em março.

Já a produção de produtos alimentícios vem apresentando resultados positivos desde setembro de 2017 (+1,3%) e já acumula crescimento de +13,5% em 2018 e +6,2% nos 12 meses encerrados em março.

Também tiveram aumento, em março, na Bahia, a fabricação de bebidas (+8,9%) e a fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+48,9%).

Na nota enviada ao CORREIO, a Fieb destaca que o Brasil passa por um período de recuperação econômica e consolidação do crescimento, com alta de 1,0% no PIB do Brasil em 2017 em relação ao ano anterior, de acordo com o IBGE, e o PIB da Bahia 0,4%, de acordo com a SEI.

A instituição destaca ainda que “o resultado das eleições presidenciais é crucial para a estabilização do ambiente político e retomada dos investimentos nos próximos anos. Atrelado a isto, a configuração das discussões e tomadas de decisão relativas a reforma previdenciária é indispensável no próximo governo”, ressaltou a federação.

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