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Procurador-geral de NY renuncia após acusação de violência contra mulheres


Publicado em: 08/05/2018 7:34
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Ex-companheiras acusam Eric Schneiderman de conduta violenta e ameaça, o que ele nega. Schneiderman se destacou no movimento contra casos de abusos sexuais nos EUA.

O procurador-geral do estado de Nova York, Eric Schneiderman, anunciou sua demissão nesta segunda-feira (7), horas após a publicação de uma reportagem no qual várias ex-companheiras o acusam de condutas violentas e ameaças, o que ele nega.

Schneiderman se destacou no movimento contra os abusos sexuais surgidos nos Estados Unidos no ano passado após as denúncias contra o produtor Harvey Weinstein.

Schneiderman avaliou que as acusações, que não estão relacionadas com sua atividade profissional, o impedem de “dirigir a procuradoria neste período crítico”, e anunciou sua demissão, que será efetiva na noite desta terça (8).

A reportagem publicada na revista “The New Yorker”, menciona que duas das envolvidas, identificadas como Michelle Manning Barish e Tanya Selvaratnam, denunciam que Schneiderman as agrediu sem consentimento, frequentemente quando estavam na cama e depois de ter ingerido álcool. Elas afirmam que, embora não tenham denunciado à polícia, requisitaram assistência médica após serem esbofeteadas no ouvido e no rosto.

Selvaratnam, que teve uma relação com o procurador entre o verão de 2016 e o outono de 2017, assegura que Schneiderman lhe advertiu que podia segui-la e interceptar seu telefone.

Já Manning Barish afirma que esteve envolvida com Schneiderman do verão de 2013 até o Ano Novo de 2015.

Ambas declararam à revista que o procurador-geral de Nova York supostamente ameaçou matá-las se rompessem a relação com ele. Também declararam à revista que sua angústia e indignação aumentaram quando Schneiderman usou o poder do escritório que dirige para assumir um papel destacado no movimento #MeToo contra os abusos sexuais.

A “New Yorker” afirma ainda que uma terceira mulher, que também alega ter mantido uma relação romântica com Schneiderman, garantiu que foi alvo repetidamente de violência física não consentida, mas não o denuncia por medo.

Uma quarta mulher, que prefere o anonimato e à qual a revista se refere como uma advogada que ocupou importantes cargos no âmbito legal, relatou que, após rejeitar os avanços do procurador, este a estapeou com tanta força que lhe deixou uma marca que ainda tinha no seu rosto no dia seguinte.

Em comunicado enviado à revista, o procurador-geral negou ter abusado de qualquer mulher e indicou: “Na intimidade de uma relação envolvi-me em um jogo de papéis e outras atividades sexuais consensuais”.

Além disso, rejeitou ter se envolvido “em sexo não consentido”, algo que, segundo sustentou, “é uma linha que não poderia cruzar”.

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