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Paulo pisa na bola e prejudica Bolsonaro com criação da CPMF


Publicado em: 21/09/2018 8:56
Por: Redação | Foto: Reprodução


Uma derrapada na reta final da campanha será fatal para Bolsonaro.Um erro numa reta final de campanha é fatal para qualquer candidato que esteja disputando uma eleição presidencial na condição de favorito. Ora, essa onda bolsonarista que tomou conta do país deve-se ao fato de Jair Bolsonaro (PSL) dizer que vai fazer um choque de gestão, reduzir Ministérios, privatizar empresas públicas obsoletas e assim por diante. No momento em que seu provável ministro da Fazenda, Paulo Guedes, vem a público dizer que vai recriar a CPMF significa que seu governo será tudo como antes no Quartel de Abrantes.

Se tem uma coisa que ninguém aguenta mais é a criação de mais impostos. Pelo contrário: o governo tem que reduzir os impostos e tornar a máquina pública menor e mais eficiente, acabar com os supersalários de juizes, desembargadores, conselheiros de tribunais, militares das PMs e assim por diante. O Brasil tem uma das máquinas públicas mais inchadas e ineficientes do mundo.

Bolsonaro apressou-se em desmentir Paulo Guedes embora o estrago já tendo sido feito, pelo menos em parte. Agora, quem é da classe média e votava nele está com a pulga atrás da orelha.

Um encontro fechado previsto para esta quinta-feira, 20, entre Paulo Guedes, conselheiro da área econômica do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), com clientes do banco de investimendo Credit Suisse Hedging Griffo (CSHG) foi cancelado, de acordo com fontes que haviam sido convidadas para o evento. O motivo alegado pelos organizadores para o cancelamento seria “problema em agenda”. A situação acontece após Bolsonaro enquadrar seu “guru” econômico, pedindo para reduzir as suas atividades eleitorais.

A campanha do presidenciável tem tentado estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas de Guedes e do general Mourão (PRTB), vice na chapa presidencial. Bolsonaro voltou ao Twitter e reiterou o compromisso com a redução da carga tributária após notícia de que seu conselheiro estuda como proposta para eventual governo a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, o que colocaria em xeque o discurso da campanha.

No entanto, diante das preocupações com o embate público entre Bolsonaro e Guedes, em torno de propostas econômicas apresentadas pelo conselheiro da área econômica, circularam comentários de que um novo interlocutor teria sido escolhido para falar com o mercado.

Segundo uma fonte ouvida pelo “Broadcast/Estadão”, uma reunião teria ocorrido nesta manhã para alinhar o discurso da pauta econômica e que, possivelmente, o filho do candidato a presidente, Eduardo Bolsonaro, ficaria responsável pelo discurso ao mercado.

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