17 de dezembro de 2018 às 14:56
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O que o Brasil pode aprender com a Noruega


Publicado em: 17/11/2018 15:20
Por: Alex Ferraz


Trondheim, na Noruega – Foto: Pixabay/Creative Commons

O futuro ministro da Cada Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzone, reagiu a crítica de ambientalistas e disse que a Noruega tem muito a aprender com o Brasil.

Não vou tecer querelas sobre o fato em si (até porque teria que me referir também à boçalidade da ex-presidente Dilma, que, em visita oficial à Alemanha, insinuou que poderia ensinar Angela Merckel a governar…).

Deixarei que um testemunho brasileiro fale sobre como é viver na Noruega.

Mas antes, vejamos: o Relatório Mundial da Felicidade 2017, elaborado pela Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU, apontou a Noruega como o país mais feliz do mundo. Para elaborar a lista, que contempla 155 nações, a entidade levou em conta diversos fatores, como PIB (produto interno bruto) per capita, expectativa de vida, ausência de corrupção e generosidade dos habitantes.

Há sete anos no país, a cabeleireira brasileira Cristina Miranda-Christensen, 47, contou ao UOL as vantagens de se viver lá:

“Os benefícios sociais aqui são excelentes.As empresas são obrigadas a dar 40% das vagas para pessoas do sexo feminino e 75% das mulheres trabalham fora. Para o governo, isso representa maior atividade na economia e um número maior de pessoas pagando impostos, que são altos, mas muito bem utilizados. O custo de vida também é elevado, assim como os salários.

A Noruega prioriza gastos com educação, não há desigualdade, nem individualismo, todos prezam o bem comum.

É possível comprar as passagens mensais para os transportes públicos, podendo usar em todos os meios (ônibus, trem, bonde e metrô), sem limite de viagens.

As licenças maternidade e paternidade são outro diferencial.As mães têm o direito de ficar em casa durante nove meses após o bebê nascer e os pais podem ficar quatro meses, depois do término da licença da mãe.

O governo também dá auxílio financeiro nos primeiros anos de vida dos filhos, asilo para os idosos com uma infraestrutura fenomenal. Pessoas desempregadas são ajudadas por um órgão governamental para que consigam se recolocar no mercado.

A educação é de primeira qualidade, começam a estudar nas creches, a partir de um ano, e não param mais. As escolas são bem estruturadas e ninguém ‘passa de ano’ por uma prova final, é um acúmulo de pontos que vai afetar toda a vida acadêmica, até a escolha da profissão. Por exemplo, quem quer fazer faculdade de medicina e não tem pontuação suficiente terá que escolher outro curso.

A saúde também funciona bem, temos um médico de família (clínico geral) e esse vai mandar o paciente para um especialista se for necessário. Os medicamentos não são muito caros e, a partir de um certo valor, o remédio passa a ser responsabilidade do social.”

***

Sobre liberdade de imprensa e outros temas 

Era julho de 1985. Eu e mais três colegas de diferentes órgãos de imprensa de outros estados brasileiros estávamos participando de uma entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington, como observadores. Era parte da programação de um programa de visitantes oficial, que durou três meses por todo o país,  de leste a oeste, norte a sul.

O então presidente Ronald Reagan, republicano e não muito benquisto entre boa parte da opinião pública, decolara 40 minutos antes do gramado da  Casa Branca rumo a Camp David, para descanso de Verão. No salão de imprensa estava o seu porta-voz, Larry Speaks.

A certa altura, uma gargalhada ecoou entre os jornalistas e até mesmo um ou outro segurança.

É que um repórter perguntou com quem do governo a jornalista credenciada de um grande jornal (não me recordo qual) estaria dormindo, pois só assim se justificaria o furo de reportagem que ela obteve nos desdobramentos do caso Irã Contras.

E tudo não passou das risadas, além de um sorriso amarelo do porta-voz.

Trinta e três anos depois, após discutir com o  presidente Trump, um repórter é ameaçado e descredenciado.

Corta para o Brasil. Na coletiva do presidente eleito Jair Bolsonaro foi vetada a participação  do jornal Folha de S. Paulo, certamente em represália a reportagem sobre denúncias de fake news pagas que teriam sido geradas pela campanha do então candidato.

Uma grande diferença entre as consequências do dois episódios.

E  mais uma clara demonstração de quão frágil é liberdade de expressão no Brasil.

Vale ressaltar que a imprensa também foi alvo de pesadas críticas nos governos petistas, ditos de esquerda, e que insistiram até os últimos dias no poder em estabelecer um “regulação” da mídia.

É sempre assim: a divulgação de fatos que comprometem ou simplesmente desagradam o poder no Brasil desperta um ódio explícito em relação à imprensa, não raro com ataques físicos.

GALERIA

Alex Ferraz faz fotos artísticas de fachadas e interiores de bares de Salvador, entre outros temas.

As imagens (veja os 3 exemplos abaixo) quase sempre beiram o abstrato, com ênfase nas cores.

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