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O inferno astral de neto, o BRT e qual será seu futuro político


Publicado em: 15/05/2018 13:07
Por: TASSO FRANCO/BJÁ


A questão maior de ACM neto, tem termos políticos, está ligado ao fato de sua desistência como candidato a governador, em 2018.

O prefeito ACM Neto está sob fogo cruzado dos ambientalistas de ocasião com a derrubada de árvores na Av Juracy Magalhães Jr para construir o BRT. Falamos que é de oportunidade porque esse mesmo comportamento não se deu na Av Paralela onde o Metrô sepultou o projeto Burle Max e ceifou muito mais árvores e o paisagismo planejado daquela via.

A situação politica de Neto já comentamos na inicial aqui não está relacionada com o BRT, mas, com o fato de ter desistido de ser candidato a governador, em 2018, o que lhe coloca numa posição basatante complicada. Vive, pois, um inferno astral, que poderia ter sido evitado e ainda tem cura.

Evidente que eleição não se ganha por antecedência, mas, a realidade é que com a desistência de Neto, uma possível reeleição do governador Rui Costa ficou bastante facilitada, até porque as oposições se dividiram com três candidatos ao Palácio de Ondina, sem unidade. Ontem, falamos aqui sobre a delicada posição de Bruno Reis e o seu futuro na política.

Hoje, abordaremos a situação de Neto. Ora, o prefeito vai ficar no cargo até 2020 e não pode mais candidatar-se à reeleição, nem deverá deixar o cargo para ser candidato a vereador. Daí que ficará no limbo durante dois anos 2021/2022 até a próxima eleição para governador, senador e deputados.

Se na atualidade, Neto temeu enfrentar Rui e o PT e seus aliados, em 2022 ficará mais dificil ainda mais se Rui ficar 8 anos em Ondina, agora, o PT com chance de também ganhar a Prefeitura da capital, em 2020.

Existe, ainda, a possibilidade de Neto ser ministro do novo governo na República, mas, isso é remota uma vez que os candidatos da centro-direita (Rodrigo Maia e Geraldo Alckmin) estão em baixa. Mas, tudo é possível em política.

A rigor, o que vai definir a força política de Neto será a eleição para prefeito da capital, em 2020. Se ele fizer o sucessor fica forte; se não fizer fica mais fraco ainda.

Outra dificuldade de Neto será reagrupar os dissidentes das oposição uma vez que, ao desistir de ser candidato a governador, em 2018, perdeu essa liderança. Ficou um vácuo, um buraco.

Mas, como não surgiram novos líderes e ninguém acredita que Zé Ronaldo e João Gualberto venham a ser os tais, Jutahy e Imbassay se distanciaram dessa condição; o MDB diluiu a pó; e no DEM não existe nada de novo salvo o emergente ponta de lança da direita Alexandre Aleluia, ainda cheirando a leite, pode ser que Neto sobreviva politicamente.

Vai precisar de uma Comunicação eficiente. Dizem, no entanto, que Neto não ouve ninguém. Se assim for, precisa passar a ouvir.

Tasso Franco é jornalista.

 

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