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“Não podemos aceitar o fechamento da Fafen”


Publicado em: 21/03/2018 7:19
Por: Da Redação


“É com profunda preocupação e indignação que tomei conhecimento da decisão da direção da Petrobras de promover o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia – Fafen, localizada no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia e outra unidade em Sergipe. Trata-se de uma resolução do governo federal, que segue na contramão dos interesses não apenas da Bahia e de Sergipe, mas de toda a cadeia do Agronegócio do País, na medida em que estará contribuindo para o desmonte do fornecimento dos principais fertilizantes empregados no campo, levando o segmento a tornar-se cada vez mais dependente dos grupos multinacionais com sede no mercado externo e, consequentemente, dos preços cotados na moeda americana.
Vamos nos mobilizar junto à bancada baiana de parlamentares no Congresso Nacional repudiando o posicionamento do Governo Federal em relação ao desmonte das unidades, que afeta diretamente a indústria brasileira. Vou conversar com o governador de Sergipe para reagir contra essa medida inconsequente e irresponsável, que não pensa nos interesses nacionais. São mais de duas mil pessoas que poderão perder o emprego, nos dois estados, e que deixará o segmento do agronegócio exposto aos interesses das multinacionais.
A Fafen é responsável pela fabricação de dois dos principais fertilizantes empregados na produção agropecuária, – a ureia e a amônia. Os dois produtos são essenciais na produção de milho, feijão, cana-de-açúcar, dentre outros produtos, assim como na ração animal. A amônia, por exemplo, é usada na indústria alimentícia e na produção de desinfetantes, tinturas de cabelo e fertilizantes nitrogenados, como a ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio.
Não podemos compactuar com essa medida arbitrária que prejudicará diretamente os estados da Bahia e de Sergipe, bem como nossos trabalhadores e, mais diretamente, a produção agrícola, segmento que vem sustentando o PIB Nacional com desempenho crescente, na contramão dos demais segmentos da economia. Vemos nesta atitude da Petrobras mais uma agressão aos interesses do povo brasileiro, que, se confirmada, provocará, a médio prazo, a elevação de preços agrícolas em decorrência da dependência externa na aquisição de fertilizantes.
Não vamos medir esforços para que o fechamento da fábrica seja revertido, pois não permitiremos que a Bahia seja prejudicada, mais uma vez, por conta de ações perpetradas pelo Governo Federal contrárias ao interesse nacional. Vamos nos mobilizar, nós, baianos, junto com a nossa bancada no Congresso Nacional contra essa decisão irresponsável anunciada pela Petrobras. É o desmonte da indústria nacional que significa o prejuízo para todos os brasileiros”.

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