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Incêndio em submarino russo no Ártico mata 14 e Putin faz reunião de emergência


Publicado em: 02/07/2019 19:28
Por: Estadão Conteúdo com agências internacionais Foto: Divulgação


Ao menos quatorze marinheiros morreram no incêndio em um submarino em águas territoriais da Rússia no Oceano Ártico, perto da Base de Sveromorsk, informou nesta terça-feira, 2, o ministério da Defesa. Segundo o governo russo, o submarino fazia um estudo sobre o fundo do oceano quando o acidente ocorreu na segunda-feira. O presidente russo Vladimir Putin cancelou sua agenda e reuniu-se com o Ministério da Defesa, Serguei Shoigu, após a divulgação do acidente.

A Autoridade de Radiação da Noruega disse não ter registrado nenhum indício de vazamento nuclear no Oceano Ártico depois do acidente. “Fizemos checagens e não há registros de altos níveis de radiação na área”, disse o diretor do órgão, Per Strand.

“Durante a realização de testes de batimetria se deflagrou um incêndio. Como resultado, 14 submarinistas morreram por intoxicação com fumaça”, detalhou a nota do ministério. As chamas dominaram parte da embarcação durante a operação de coleta de dados no fundo do mar, de acordo com a marinha russa. O incidente foi controlado e o submarino conseguiu retornar ao porto.

Submarino nuclear de elite pode estar envolvido no acidente

O Ministério da Defesa não deu detalhes sobre as causas do incêndio ou se há sobreviventes. O submarino fazia medições em águas territoriais russas no Oceano Ártico e deixou o recentemente a Base de Sveromorsk, base da frota polar do país. Putin pediu investigações das causas do acidente.

Segundo a imprensa russa, trata-se do AS-12 Losharik, um submarino nuclear de elite, criado em 2010, capaz de operar em profundidades de até 6 mil metros. Especialistas dizem que além do monitoramento do leito oceânico, o Losharik pode ter como missão tentar interferir em cabos oceânicos de transmissões de dados.

Tragédia debaixo d’água

Este incidente trouxe á tona lembranças da tragédia com o submarino nuclear “Kursk”, que afundou com 118 tripulantes a bordo em 12 de agosto de 2000, ano que começou o primeiro mandato de Vladimir Putin como primeiro-ministro.

Vinte e três tripulantes sobreviveram por vários dias após a explosão que causou o naufrágio do submarino, mas eles morreram por não terem sido resgatados a tempo.

O desastre com o Kursk ainda é o pior já registrado pela marinha russa e uma sombra no histórico de Putin, muito criticado pela gestão dessa crise.

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