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Feirantes otimistas com a Copa do Mundo e o São João


Publicado em: 16/05/2018 13:14
Por: Lício Ferreira / TB / Foto: Divulgação


A venda, em quantidade, de produtos típicos desta época do ano tais como laranja, amendoim e milho ainda não deslancharam.

As proximidades de dois grandes eventos para a vida do povo baiano, – Copa do Mundo e São João -, no mês de junho, está deixando otimistas os feirantes das Sete Portas e de São Joaquim, duas das principais feiras populares de Salvador.

A venda, em quantidade, de produtos típicos desta época do ano tais como laranja, amendoim e milho ainda não deslancharam. Todavia, os preços, de hoje e os futuros, criam boas expectativas de um alto consumo por parte dos baianos.

Para Manoel de Jesus, 52 anos, 39 anos, com um ponto de venda de laranja perto da área de desembarque dos produtos na Feira de São Joaquim, a expectativa é quase certeza.

“Choveu muito, lá nas roças. Por isso, teremos laranja, milho e amendoim para dar e vender. Tudo com muita fartura e de boa qualidade. O que fará o preço ser razoável para o povo, que vai poder comprar mais e mais os tradicionais produtos juninos”, comemora.

Acessível

Ontem , 13, por exemplo, a laranja de Manoel estava com um preço acessível.  “Estou vendendo um cento por R$20”, dispara. E faz um alerta: “Quando chegar perto da estreia dos jogos do Brasil, na Rússia, com certeza, ela vai baixar ainda mais de preço e o povo vai se esbaldar comemorando os gols da equipe e adoçando a boca com as minhas laranjas”, acredita.

A feirante de jenipapo e aipim,  Jaci Fernandes, 35 anos, das Sete portas, também espera por boas vendas neste período dos eventos. “Estou no lugar de minha mãe, que sofreu um atropelo aqui na entrada da feira. Mas, eu aposto na minha experiência em vender diariamente esses produtos, que a procura vai crescer até o final deste mês de maio”.

Ela diz ainda que o jenipapo está começando a chegar agora lá das roças. “Não está ainda no ritmo de anos passados. Mas, para quem gosta de produzir o seu próprio licor e se deliciar á beira de uma fogueira, é chegado a hora de comprar a fruta e colocá-la de infusão no álcool”, ensina.

Oferta

Vendedora tradicional de licores, Tâmara Bastos, 22 anos, na entrada da feira de São Joaquim, não tem essas e preocupações. Muito pelo contrário. Ela oferece bons produtos com preços módicos aos clientes.

“O litro de licor em garrafa de vidro custa R$15; enquanto o de garrafa de plástico sai por R$10. Tenho aqui diversos sabores e cada um melhor do que o outro para quem aprecia. Desde os tradicionais de maracujá, jenipapo e tamarindo até as novidades: milho verde, cajá, amarula e graviola”, acrescenta.

Entre os comerciantes mais otimistas com as vendas dos seus produtos juninos encontramos Adroaldo Cardoso, 27 anos.  “Desde os sete anos de idade que eu vivo aqui na feira de São Joaquim. Os meus preços são para pegar e levar. Eu tenho amendoim a partir de R$5, a vasilha; a mão de milho por R$40; e o aipim por R$ 2 o kilo. É ou não é um preço de promoção?” questiona.

Variações

Para o feirante Jucinei Riso Neves, 67 anos, a procura pela carimã  (preparo de bolos e mingaus) está crescendo rapidamente, assim como a massa de aipim. “Esta, por sinal, tem que ser congelada para não perder suas propriedades”, ensina.  Já a carimã, que sai por R$4 o kilo, ganhou uma desculpa. “A mandioca no período de chuvas não amolece. Isto só acontece, quando o tempo está quente”, explica.

Nas duas feiras populares visitadas pela reportagem, Sete Portas e São Joaquim, os preços dos produtos sofrem pequenas variações. Em média, o saco de amendoim está custando R$200; o cento do milho R$ 80; e o cento do jenipapo e da laranja por R$40. Mas, na hora em que o Brasil entrar em campo com a Seleção Brasileira, a oferta vai se encontrar com a demanda. E, competindo, entre si, os preços serão mais vantajosos aos consumidores.

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