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Fazenda Coutos tem maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypti


Publicado em: 22/05/2018 7:46
Por: A Tarde


O bairro de Fazenda Coutos é apontado pelo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em abril deste ano, com o maior Índice de Infestação Predial (IIP) de Salvador, com 10,1%. Este valor é 10 vezes acima do 1% recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), deixando o bairro com ‘bandeira vermelha’.

Os mais afetados

10,1%
Fazenda Coutos

8,1%
Barragem dos macacos, são tomé, tubarão

7,1%
Escada, Praia Grande II, Rio Sena

6,0%
Campinas de Pirajá, Marechal Rondon II, Pirajá II, Mirante de Periperi, Nova Constituinte

5,1%
Mata Escura I, Lobato, Plataforma II, São João do Cabrito

Índices reduzidos

0,2%
Nova Brasília de Itapuã I, Stella Maris I

0,4%
Boa Vista de Brotas, Engenho Velho de Brotas

0,5%
Brotas I, Águas Claras II, Cajazeira V, Cajazeira VI, Cajazeira VII

0,7%
Pau Miúdo, Retiro, Alto do Coqueirinho I, Patamares, Piatã, Cosme de Farias II, Luiz Anselmo

O subúrbio ferroviário é a região com o maior percentual de infestação. Dos 24 bairros analisados, 14 têm percentual maior que 4% de IIP. Em toda cidade, o número médio é de 2,7%.

A cada 100 imóveis visitados, aproximadamente três apresentam focos do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Índice alarmante pode ter muitas causas, conforme a subgerente das arboviroses do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Isolina Miguez. “Sempre é preciso pensar no conjunto. O problema da dengue é multifatorial. Por exemplo, a falta de água pode aumentar o número de mosquitos. As pessoas precisam armazenar água de forma irregular e, para facilitar o manuseio, deixam sem tampa”, salienta. Ela completa afirmando que o lixo acumulado em córrego é outro fator agravante.

Moradores de Fazenda Coutos alertam para a dificuldade de evitar a proliferação do mosquito. “A gente usa repelente e fecha a caixa d’água, mas não adianta se cuidar em casa e ter água parada em todo lugar na rua”, conta Lauana dos Santos, moradora da rua Eixo 35.

Raimundo Júnior ajuda em mutirão na rua da Alegria | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE
Raimundo Júnior ajuda em mutirão na rua da Alegria | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

Promessa

Vânia dos Santos mora em uma casa ao lado de um esgoto a céu aberto e reclama da situação do bairro. “Eles prometeram que iam aterrar esse esgoto há muito tempo. Até hoje não fizeram nada. Isso aqui é um perigo. É só chover que enche de mosquito”, denuncia.

Com a falta de assistência da gestão pública, moradores muitas recorrerem a ajuda de amigos para limpar os córregos e evitar infestação maior. É o caso de Deraldo Fernandes, que há mais de 40 anos mora na Rua da Alegria, e pediu apoio aos vizinhos para limpar a área em frente ao imóvel onde mora. “Se não fosse a união da gente, estávamos perdidos. Aqui precisa ser um ajudando o outro”.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que vai retomar, ainda este mês, os “faxinaços” pela cidade para eliminar focos e criadouros dos vetores. Durante a mobilização, as visitas aos imóveis, limpeza e remoção de lixo são intensificados.

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira

Vânia dos Santos reclama do esgoto ao lado de casa | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE
Vânia dos Santos reclama do esgoto ao lado de casa | Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

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