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Estudantes apresentam projetos de iniciação científica na VI Feira Nacional de Matemática


Publicado em: 22/05/2018 7:28
Por: Secom - Secretaria de comunicação social


Dos mais de 100 projetos de várias partes do país, envolvendo experiências, pesquisas e atividades matemáticas, a serem apresentados na VI Feira Nacional de Matemática, quatro são de autoria de estudantes da rede estadual baiana. Eles, acompanhados de seus professores orientadores, viajam para Rio Branco, no Acre, onde acontecerá o evento, com início nesta quarta-feira (23), até sexta (25), sob a organização do Instituto Federal do Acre (Ifac) e Universidade Federal do Acre (Ufac). A feira nacional tem o apoio, ainda, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Universidade Regional de Blumenau (FURB) e a Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), entre outras instituições.

“Acreditamos que a Ciência é uma forma de criar um novo paradigma para o ensino na rede pública e os nossos estudantes, ao serem classificados para a participação em mais um evento nacional, nos mostram que estamos no caminho certo. Portanto, estamos estimulando cada vez mais o fazer ciência em sala de aula, incentivando a criatividade dos nossos estudantes e contando com o compromisso e envolvimento dos nossos professores”, afirmou o secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro.

Os projetos da rede estadual que serão apresentados na sexta edição da Feira Nacional de Matemática foram selecionados na 6ª Feira de Empreendedorismo, Ciência e Inovação da Bahia (Feciba), realizada dentro do 5º Encontro Estudantil da Rede Estadual, promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, no ano passado. São eles: “O fogão solar e a aplicação da secção cônica diminuindo impactos ambientais”, do Colégio Estadual Professora Simone Neri, em Inhambupe; “Transformando águas: o uso da biomatemática na dessalinização da água salobra na região de caatinga”, do Colégio Estadual Eurides Santana, em Poções; “Áreas de figuras estranhas”, da Escolas Reunidas Almeida Sampaio, em Amargosa; e Armas biológicas x Aedes aegypti”, do Colégio Estadual Wilson Lins, em Valente.

Caio Vieira e Beatriz Pinho, ambos 18 anos, estavam cursando o 3º ano, no ano passado, quando criaram “O fogão solar e a aplicação da secção cônica diminuindo impactos ambientais”. De malas prontas para viajar rumo ao Acre, Caio fala de sua expectativa e da relevância social do projeto. “A responsabilidade de representar o nosso Estado é grande, bem como a satisfação de termos o nosso projeto reconhecido por um evento nacional. Isto mostra que o aluno de escola pública tem o seu lugar. Apresentamos a solução para uma problemática social e ambiental, que diz respeito ao alto preço do bujão de gás e a destruição do meio ambiente com o fogão de lenha”, afirma Caio, contando que o fogão foi construído a partir dos estudos de secções cônicas, que é um estudo matemático ligado a parábolas, com a utilização de uma tampa de caixa d´água de 135 litros, pintada interna e externamente de preto para aquecer mais rápido e conservar o calor.

A professora orientadora de Matemática, Nildete Luz Souza, destaca o suporte que o Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação do Estado, dá à rede estadual de ensino, oportunizando os alunos da rede pública à iniciação científica. “Disciplinas como Matemática, antes tidas como bicho-papão, hoje promovem a inserção dos estudantes a feiras como a Feciba, ao mercado de trabalho, às novas tecnologias, à uma nova forma de pensar, tornando-os cidadãos autônomos, reflexivos, críticos e preparados para a vida. O projeto do forno solar foi criado em 2013 e, desde então, tem uma trajetória de sucesso. Estou muito feliz por irmos representar a rede na feira nacional e pela valorização o Ciência na Escola dá à escola pública e aos seus estudantes”.

A coordenadora do Programa Ciência na Escola, Shirley Costa, ressalta a importância da participação dos estudantes da rede estadual na VI Feira Nacional de Matemática. “É muito positivo, porque mostra o envolvimento dos nossos alunos nos projetos de iniciação científica, um movimento que está cada vez mais forte na nossa rede. São estudantes que apresentaram trabalhos na Feira Baiana de Matemática, no ano passado, e foram selecionados, recebendo credenciais para participar da feira nacional”, afirmou.

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