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Em Taurino Araújo, “a força vem do interior”


Publicado em: 29/01/2019 19:59
Por: Isaias Netto


Desde São Paulo de Piratininga, cumprimentos a Calmon Teixeira por haver comparado Taurino Araújo a Colombo e a José Guilherme Merquior, “um dos espíritos mais vivos e mais bem informados de nosso tempo”, segundo Lévi-Strauss.  Tal Drummond ao sair de Itabira para além do Rio de Janeiro, Taurino vai ser gauche na cidade de Castro Alves, soteropolitano de fato (1993) e de “Direito” em 9 de fevereiro de 2010. Agora, poeta do interior e da metrópole, escritor, professor, humanista, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais (2017), condecorado com a maior honraria do Estado da Bahia: a Comenda de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira (CBJM, 2013) Taurino finca os pés nas letras, céus e novos mares, através de sua inovadora teoria escancaradamente mundial e “contamina”, de uma vez por todas, mundos e Academias de Ciências, Filosofia, Letras e Artes com o imperdível “Hermenêutica da Desigualdade: uma Introdução as Ciências Jurídicas e também Sociais”, Editora Del Rey, 2019, 222 p.

Para mergulharmos na tríade das riquezas linguísticas, jurídicas e das ciências sociais contidas no texto de Taurino Araújo, ao se debruçar sobre “o único idêntico global por excelência, a desigualdade”, recorreremos a Michel Charolles e as suas metarregras: apelo [de Taurino] à repetição moderada de elementos linguísticos, seguida da progressão sutil com que acresce informações novas; observância da não contradição (lógica e coerência) ao trazer seu vasto mundo exterior para dentro de tudo que escreve [e, dessa forma, bem ensinar e aprender sobre quase tudo, através de seu inédito método]. Assim, em Taurino, a força tanto “vem do interior” quanto da genialidade de sua revelação. Andanças as mais significativas por rodas, assembleias e tribunais da vida, e milhares de petições e potentíssimas (re)petições de aranha ao tecer (a partir do “ninho social”) imagens grávidas de significado (Mario Sergio Cortella) numa nítida conotação com o “mundo das letras e da literatura”: panteões nos quais com simplicidade Taurino se insere, demonstram  nada menos que 20 posfácios escritos por personalidades (e áreas!) também as mais diversas…

Logo, ainda no seu cinquentenário, oportunizar que se manifeste em todas as sedes o peso da polimática contribuição de Taurino Araújo (Jequié, 25/12/1968), trata-se de justa valorização da saga do enigmático e apaixonante Oráculo que sai da pequena Ubatã e, a partir dali, percorre geografias por todos antes desconhecidas o que, por si só, já o alçaria a uma das personalidades mais marcantes de nosso tempo que, segundo Nelson Cerqueira, na contramão do paradigma ocidental, com sua Hermenêutica da Desigualdade, criou sistema inteiramente novo, au-delà de Sócrates, Platão e Aristóteles.

Isaias Netto Advogado, escritor, ex-professor da UNEB, especialista em Linguística Aplicada ao Português: produção de textos. Autor do e-book a análise do discurso jurídico em petições iniciais. Servidor Público Federal lotado no Estado de São Paulo-SP. isaiasnetto@bol.com.br

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