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CMS faz debates sobre saúde mental, cultos afro e homenagens às mães


Publicado em: 17/05/2018 9:46
Por: Redação do Bahiajá | Foto: Limiro Besnosik


Aladilce Souza e Silvio Humberto.


Rogéria Santos promoverá uma sessão especial intitulada “Doadoras de vida”.

Políticas de saúde mental, homenagens às mães e representatividade política do povo de santo estão entre os assuntos a serem abordados por vereadores de Salvador neste final de semana. O primeiro deles será tema de debate nesta sexta-feira, 18, no Plenário Cosme de Farias, por iniciativa de Aladilce Souza (PCdoB), em parceria com a Associação Metamorfose Ambulante (AMEA), Papo de Mulher – Associação de Mulheres Usuárias de Serviços de Saúde Mental e o Coletivo Baiano de Luta Antimanicomial.

Serão discutidas as mudanças na política de saúde mental e as alterações propostas pela portaria 3.588/17, sob o título “Por uma sociedade sem manicômios”. O governo federal, através do Ministério da Saúde, publicou no final de 2017 a portaria que altera a Política de Saúde Mental, estimulando a ampliação dos manicômios.

No entanto, o movimento antimanicomial defende a promoção de tratamentos não violentos para indivíduos com problemas de saúde mental, com a diminuição de leitos e a atenção psicossocial descentralizada, contemplando pessoas com sofrimento psíquico ou com problemas decorrentes do uso de drogas.

De acordo com a comunista, a nova política do governo federal representa um retrocesso, pois contraria as experiências nacionais e internacionais mais exitosas no âmbito da saúde mental, além de retirar investimento nessa área através do deslocamento dos recursos financeiros. “Instituições, associações e movimentos sociais do Brasil inteiro também já manifestaram repúdio a essa portaria”, dia ela.

Povo de santo

Silvio Humberto (PSB) está à frente de uma “Plenária do Povo de Santo”, no próximo domingo, 20, para analisar assuntos como o combate aos ataques aos terreiros, fortalecimento da luta pela liberdade religiosa e caminhos para a conquista do respeito às religiões afro-brasileiras. O evento acontecerá  no Memorial das Baianas de Acarajé, no Largo da Cruz Caída (Praça da Sé), a partir das 8h30min. Sete terreiros de Candomblé participam da iniciativa.

O tema é “Nossa Moeda é o Akòko, Axé não Tem Preço, Tem Valor” e pretende discutir com os praticantes das religiões afro-brasileiras a formulação de estratégias para o fortalecimento da representatividade política das comunidades de santo, nas esferas de decisão do poder. O debate vai contar com as presenças da educadora e líder espiritual Makota Valdina Pinto e do professor Edson Cardoso. Vai reunir também lideranças religiosas de diferentes nações.

Segundo o pessebista, militante da luta pelo respeito à liberdade religiosa, a realização da Plenária foi uma das formas encontradas para mobilizar o povo de santo, em nome da luta pelos seus direitos e pelo respeito à liberdade de crença: “É na esfera política que as decisões são tomadas. E é nesse lugar que as vozes dos terreiros precisam soar mais alto. O momento é de se aquilombar, de reunir forças e aumentar a nossa representatividade. Nada sobre nós, sem nós”.

Homenagem às mães

“Doadoras de vida” será o tema da sessão especial proposta por Rogéria Santos (PRB) e programada para esta quinta-feira, 17, às 14 horas, no Plenário Cosme de Farias. O objetivo, segundo ela, é valorizar as diversas tarefas e os diversos papeis exercidos pelas mulheres na atualidade: “Nós conseguimos ser líderes, funcionárias, amigas, esposas, estudantes e mães ao mesmo tempo”.

Ela faz questão de reforçar que muitas mulheres são mães, mesmo sem terem tido filhos biológicos: “Além das que geram os filhos em seu ventre, existem as de coração, que se tornam mães ao adotarem uma criança ou adolescente. Há ainda as que escolhem ser mães de multidões cujo desejo maior é cuidar das pessoas. Todas são doadoras de vida e a alegria está em zelar pelos que escolheram para chamar de filhos”.

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