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Aluguel para São João no interior custa em média entre R$ 3 mil e R$ 7 mil


Publicado em: 19/05/2019 8:53
Por: Fonte: Creci Fábio Bittencourt e Priscila Dórea* | claudio cunha da Silva


Com preços variando entre R$ 3 mil (casa de três quartos, próximo à praça) e R$ 7 mil (em condomínio fechado, com cinco suítes, piscina e área com churrasqueira), já é difícil encontrar imóvel para alugar em cidades como Santo Antônio de Jesus, Amargosa e Cruz das Almas (distantes 109, 119, 150 km de Salvador, respectivamente) para o São João. Para quem prefere hotel, pousada ou pensão, pacotes com cinco dias – de 20 a 24 e de 21 a 25 de junho – saem, em média, por 1,7 mil, R$ 2 mil.

Mas é preciso correr. Segundo o delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci) para os municípios de Santo Antônio de Jesus e Cruz das Almas, Fábio Braga, a pouco menos de um mês para a festa, é preciso um certo esforço para encontrar uma boa acomodação na região a essa altura.

“Eu teria de procurar (casa disponível)… a demanda é grande. São cidades com tradição em receber bem o turista. Vem gente de outros estados, tem a Ilha (de Itaparica), todo o Recôncavo, o Vale do Dendê, do Jiquiriçá. Uma população flutuante grande”, afirma Braga.

Com receio de perder a chance de viajar com a família para Santo Antônio de Jesus – total de dez pessoas, incluindo filha, neto, irmã –, a aposentada Terezinha da Silva, 69 anos, foi pessoalmente à cidade, cerca de duas semanas atrás, em busca de uma casa apropriada que alojasse bem a todos. Disse que seu tour pelo local durou um dia, até localizar uma de três quartos, quintal, ao valor de R$ 4 mil, e para o período de oito dias.

Moradora do Uruguai, em Salvador, será a terceira vez dela na festa. “Paguei a metade do valor como entrada. O restante é no check-in (chegada). Você já foi lá? É muito bom. Tomo meu remédio e vou”, fala ela, toda animada.

Este é o sexto ano consecutivo que o também aposentado Cláudio Cunha aluga o imóvel com quatro garagens e quatro quartos em Cruz das Almas, que conta já ter abrigado no imóvel grupos com “mais de 30” pessoas – da prefeitura e/ou do pessoal das bandas que vão se apresentar. O imóvel, a cerca de dez minutos do palco principal da festa, é alugado por R$ 7 mil.

“Quando você pensa que esse valor vai ser dividido por um grupo grande, percebe que nem fica assim tão caro. Ano passado foi a primeira vez que aluguei para menos pessoas, eram três casais. Eles adoraram. A procura sempre é grande, principalmente por ser bem perto de onde o melhor da festa acontece, mas eu e meu filho moramos aqui, então só alugo durante o São João, quando viajo para outro lugar, ou mesmo Salvador”.

Alerta com a transação

De acordo com o presidente do Creci no estado, Samuel Arthur Prado, mesmo se tratando de um aluguel por temporada, alguns cuidados devem ser observados no tocante às transações imobiliárias. Segundo ele, checar contratos, a localização do imóvel e mesmo o estado de conservação estão entre os itens de uma lista.

“Devem ser observadas questões que envolvem o aluguel por temporada, como em qualquer outra circunstância. O consumidor não pode ficar desatento para não pagar caro e ter o período de descanso frustrado. Por isso a recomendação é sempre procurar um corretor especializado, com registro no conselho de classe”.

Ainda segundo Prado, não dá para confiar apenas em fotos publicadas na internet. “Se não puder ir pessoalmente, faça contatos com conhecidos na região, tente checar tudo”.

Casa para alugar no período junino é algo hoje caro e escasso também nas cidades de Cachoeira e São Félix. Hotéis e pousadas às margens do rio Paraguaçu cobram até R$ 500 a diária para dois. Na Treze de Março, quartos duplos saem por R$ 487. Algumas semanas atrás, todos os 17 cômodos do estabelecimento estavam reservados, mas uma chuva de cancelamentos havia deixado novamente dez disponíveis – até o início desta semana.

Recepcionista da pousada, Caliandra Pereira explicou à equipe de reportagem que o grande número de desistências nesta época é comum “porque são feitas com muita antecedência”, o que dá margem para “mudanças de planos”, ela diz. “Mudam de ideia não só pela pousada, mas também para onde vão viajar. Fazem novos planos”.

“Nem mesmo a nossa taxa de cancelamento, que é de 50% do valor, impede que as reservas sejam desfeitas. Porém o São João, juntamente com a Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira) e a Festa da Boa Morte, ainda é o período de maior lotação”.

Funcionária da Pousada Paraguassu, em São Félix – com 23 apartamentos, mais da metade reservada para o São João –, Arilene Argolo conta que é muito mais eficaz fazer pacotes no lugar das diárias em época de festa e que é comum os turistas esperarem para fazer a reserva em cima da hora.

“Muitos acreditam que as pousadas e hotéis vão fazer alguma promoção quando ainda há quartos livres e a festa se aproxima, mas essa é uma época em que muita gente vem para o interior, e as vagas acabam sendo todas ocupadas, mais cedo ou mais tarde”.


CONFIRA DICAS SE PROCURA IMÓVEL

A distância – Nos aluguéis por temporada é comum as pessoas acertarem o negócio sem jamais ter visto o imóvel, tendo apenas fotos de divulgação como referência. Isso não é o recomendável. Os problemas mais frequentes surgem quando o imóvel não corresponde à descrição
 
Peça dicas – Uma alternativa é pedir dicas a amigos que já alugaram ou conhecem algum imóvel na região que você deseja. Outra é pedir ao proprietário  que forneça mais fotos, especialmente do interior
 
Adiante-se  – Não deixe para a última hora. Especialmente em época de alta temporada e feriados prolongados, isso é essencial, porque você terá mais opções e não corre o risco de encontrar as melhores ofertas já ocupadas
 
Corretor – Procure um corretor na cidade escolhida e converse com ele sobre suas necessidades, o tipo de imóvel que procura e as características das quais você não abre mão

*Sob a supervisão da editora Cassandra Barteló

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